
A corrida para 2026 já começou nos bastidores da política e do mercado financeiro. Com a situação econômica atual gerando insatisfação generalizada, especialistas avaliam que um bloco de direita deve voltar ao poder. O motivo? A necessidade urgente de reformas para recolocar o país nos trilhos e restaurar a confiança de investidores.
O impacto das reformas na economia
A grande dúvida entre analistas e investidores é: o Brasil conseguirá, em pouco tempo, implementar mudanças estruturais? A resposta parece estar na experiência internacional. A Argentina, sob a liderança de Javier Milei, tem sido um exemplo citado com frequência. O presidente argentino herdou um pacote de reformas iniciado no governo Macri, aprimorou-o e soube comunicar as mudanças à população.
O governo Milei não perdeu tempo: cortou 30% das despesas do Estado, apresentou rapidamente um pacote de ajustes ao Congresso e demonstrou firmeza na execução. Comparações com o Brasil não tardaram a surgir. Aqui, quando reformas foram anunciadas após a queda de Dilma Rousseff, o mercado reagiu positivamente, destravando investimentos e impulsionando setores estratégicos como óleo e gás.
O que o mercado espera?
O histórico recente reforça a crença de que o Brasil pode retomar o crescimento rapidamente caso adote uma agenda econômica mais liberal. No governo Bolsonaro, foram atraídos bilhões de reais em investimentos por meio de leilões de infraestrutura e flexibilizações regulatórias. Essa dinâmica gerou um ambiente favorável que se refletiu no crescimento econômico de 2023 e 2024, mesmo sob uma administração adversa.
Agora, o questionamento principal é: o Congresso estaria disposto a aprovar um novo ciclo de reformas? Especialistas acreditam que sim. A projeção é que o próximo presidente tenha uma base parlamentar ampla, o que facilitaria a aprovação de medidas como a reforma administrativa, a desvinculação de receitas e privatizações.
O Brasil pode estar perdendo oportunidades
Enquanto o cenário interno segue instável, o mundo oferece novas possibilidades. Empresas globais estão buscando o Brasil como destino de investimentos em tecnologia e infraestrutura de dados. Em São Paulo, por exemplo, há R$ 90 bilhões em investimentos em data centers em andamento, impulsionados pela disponibilidade energética e mão de obra qualificada.
Por outro lado, países como o México, ao adotarem políticas intervencionistas, têm perdido espaço nessa disputa. O alerta é claro: se o Brasil não ajustar suas políticas, pode ficar para trás em uma economia global cada vez mais competitiva.
A política como fator decisivo
O Congresso já dá sinais de que o atual modelo de governança está desgastado. Parlamentares, sempre atentos ao humor do eleitorado, percebem que há um crescente descontentamento com o atual governo. O modelo econômico adotado, as dificuldades na condução de reformas estruturais e a falta de um plano de longo prazo têm levado a um cenário de incerteza.
Com isso, a sensação é de que o atual governo está se esgotando politicamente e que uma mudança em 2026 é inevitável. Para investidores e analistas, o Brasil precisa recuperar o tempo perdido. O que está em jogo não é apenas um embate eleitoral, mas o futuro da economia nacional e sua posição no cenário global.
O relógio já está correndo. A pergunta que fica é: o Brasil conseguirá agir a tempo de evitar mais uma década perdida?