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Direito? Talvez… e otras cositas más

Leia a coluna de estreia da Fabíola Brescovici nesta Quinta da Opinião (07)

Inúmeras foram as vezes em que me sentei para desenvolver um assunto interessante nas áreas em que atuo no mundo jurídico. Para você, que provavelmente não me conhece, convém informar que advogo nas áreas dos direitos sociais (trabalho e previdência) e do direito empresarial. Por consequência, de um jeito ou outro, tenho algo a lhe informar – e digo isso sem demagogia ou presunção, desenvolvendo os porquês desta afirmação.

No mundo do trabalho, da saúde e das doenças, das proteções sociais, dos benefícios, dos recolhimentos tributários, de obrigações contratuais e das intervenções do estado nos negócios, sempre há um objeto de meu estudo e trabalho que de alguma forma afetará a sua vida, assim como a minha.

Como esta a primeira vez que me reporto a vocês, e considerando a jornada pelos tantos caminhos que seguiremos juntos, eu queria trazer algo de impacto, de utilidade e de desejo de “quero mais” a cada um que me dedicar preciosos momentos de leitura. Certamente, é imensa minha responsabilidade com você, que cansado das rotinas diárias, mantém o interesse pela informação.

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Diante de todas as mudanças nos direitos previdenciários e nas relações de trabalho e normas regulamentadoras, principalmente durante e no pós pandemia, e diante de tantos novos órgãos de controle e exigências de obrigações empresariais – todas muito importantes – decidi lançar-lhes um desafio. Qual será nosso primeiro caminho? Vocês é que irão escolher, identificando, nos comentários, qual a maior angústia, preocupação ou necessidade de informação. Assim já começamos nos conectando e com o pé direito. Que tal?!

E para não deixá-los no vácuo já neste primeiro momento, decidi fazer aqui uma reflexão diante dessa minha angústia em agradar e corresponder as suas expectativas.
Às vezes deixamos de fazer algo com receio de não estarmos prontos, ou de não estarmos preparados o suficiente. Não poucas vezes, deixamos de assumir um desafio por imaginarmos que já fazemos coisas demais e que não há espaço para o novo

Realmente: a vida está corrida, com tantos compromissos e um ritmo frenético, que o dia parece ficar pequeno. O mundo digital trouxe uma velocidade vertiginosa e imensurável à informação e às respostas que esperam de nós. As redes sociais possibilitaram relações pessoais e profissionais que antes sequer imaginávamos, e com isso vem uma carga de responsabilidade e compromissos que nos põem a todos em intenso movimento.

Ocorre que essa é a vida acontecendo. Está tudo certo! A cada tempo o seu tempo. A cada geração os seus desafios e diferenças. Todavia, na essência, somos os mesmos seres humanos do início dos tempos, com as mesmas questões a resolver, com os mesmos medos, o mesmo desejo de felicidade, saúde e longevidade, de preservação da espécie e de conquistas.

E tudo o que podemos imaginar, podemos fazer – adequado a cada ambição e inspiração. Adequado ao tempo, estética e tecnologia de sua época. Quanto mais nos exigimos, mais nos melhoramos, nos adaptamos e crescemos. E esse é o objetivo: ser cada dia melhores pessoas, dentro do nosso tempo e produzindo um tempo melhor para os que nos sucederão.

Parafraseando o assertivo poeta espanhol Antônio Machado, furto suas ensinanças como norte do hoje para o amanhã: “caminhante, não há caminho, o caminho se faz ao caminhar”. Exatamente isso. Pois é no caminhar que nos adaptamos e evoluímos, é no caminhar que escolhemos a direção que daremos à nossa vida para que ela seja cheia de significado e útil para com quem compartilhamos esse fragmento de tempo de existir no mundo.

Então, vamos fazer de nosso tempo aqui o melhor tempo, o mais útil em servir aos outros, o mais produtivo em deixar bom plantio. Vamos fazer aquele algo mais, vamos nos comprometer verdadeiramente com os compromissos que assumimos, com as pessoas que estão conosco na jornada e honrar a oportunidade que recebemos de estar aqui.

Não obstante a vida estar longe de ser um mar de rosas, ela traz nos obstáculos e desafios o tempero certo para a finalização do prato que iremos saborear. Dessa forma, cabe a cada novo passo um experimento para além da zona de conforto, para além de nossas certezas, para o algo a mais. Fazer o melhor naquilo que nos comprometemos a fazer.

E para encerrar, devo confessar que embora tivesse iniciado esse texto com a ideia de falar de direito, me peguei divagando, inspirada no status do whatsapp da minha Natália, de 11 anos, em que se lê “Seja a melhor versão de si mesmo”.

Então, como já referi, aprendemos o tempo todo, no caminhar o caminho, com todas as pessoas com quem compartilhamos a jornada, independente de idade ou quaisquer outras diferenças, e nas maneiras mais sutis do quotidiano. Abramos os olhos, os braços, o coração e AVANTE!

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