“Muitos que sempre falavam em ajudar, neste momento viraram as costas” fala Presidente da Chape

Com problemas financeiros, a Chapecoense busca alternativas para diminuir os efeitos das dívidas feitas nos últimos anos


Foto: Márcio Cunha/ACF

Com problemas financeiros, a Chapecoense busca alternativas para diminuir os efeitos das dívidas feitas nos últimos anos. No futebol, as categorias de base são o futuro da instituição. Pensando nisso, a diretoria alviverde criou um projeto para receber investimentos através das categorias de formação. Nesta semana, em entrevista concedida para a Rádio Oeste Capital FM, Paulo Magro, presidente do clube, explicou o projeto.

De acordo com o mandatário, a Chapecoense busca vender 30 cotas de R$ 500 mil cada. Ao todo, o Verdão arrecadaria R$ 15 milhões. Em contrapartida, todo jogador vendido oriundo das categorias de base da Chapecoense, 20% do valor do passe será repassado aos investidores.

Entretanto, de acordo com o presidente, o projeto não engrenou na cidade do clube. “Posso dizer que infelizmente não houve aceitação deste projeto em Chapecó”.

O presidente salientou que o clube não está pedindo dinheiro, mas oferece um projeto. “É um momento difícil na vida da Chapecoense. Muitos, que sempre falavam em ajudar, neste momento viram as costas para esta ajuda”.

Na conversa, o presidente do clube evidenciou o esforço dos sócios torcedores – que todo mês pagam as mensalidades. Fora da Capital do Oeste Catarinense, há empresários interessados nas cotas. “Assim como tem os que não apoiam, fora de Chapecó tem pessoas que estão interessadas. Eu vou te dar um exemplo, um empresário de extremo sucesso no Rio Grande do Sul está negociando”. O presidente disse que este investidor compraria quatro cotas.

“Isso nos deixa muito feliz, muitas vezes o reconhecimento que falta aqui, recebemos com pessoas de outro estado”, completou.