“Eu vejo como um bom início de trabalho” avalia Umberto Louzer

Em menos de dois meses a frente do comando técnico do Verdão, Umberto Louzer ainda não sabe o que é perder


Foto: Márcio Cunha/ACF

O treinador da Chapecoense utiliza o período de quarentena para planejar a sequência do ano. Em menos de dois meses a frente do comando técnico do Verdão, Umberto Louzer ainda não sabe o que é perder. Ele conversou com a reportagem do ClicRDC e falou sobre este momento da carreira.


O que você tem feito neste momento de quarentena?

É um período que não gostaríamos de estar vivenciando. Eu tenho estudado, visto os jogos que dirigi a equipe da Chapecoense, elaboro treinamentos e planejo uma intertemporada com dez ou quinze dias para podermos ter algo bem traçado.

Até este momento, Louzer comandou o Verdão em cinco jogos, foram três vitórias e dois empates. Nas partidas, oito gols somados e


Foto: Márcio Cunha/ACF

Como você avalia estes jogos a frente da Chapecoense?

Eu cheguei na Chapecoense em um momento muito conturbado. Quando eu cheguei, o time estava na lanterna do Campeonato Catarinense – algo que não condiz com a história do clube. Íamos jogar uma partida decisiva da Copa do Brasil diante de um time que estava na final do Campeonato Carioca, que no caso era o Boa Vista. Fizemos um bom jogo e conseguimos a classificação nos classificamos. Na sequência, não repetimos a atuação diante do São José e fomos eliminados nas penalidades. Depois voltamos as nossas atenções no Campeonato Estaduais e conseguimos a classificação com as vitórias diante do Joinville e Tubarão. Eu vejo como um bom início de trabalho.


Na última semana, a Chapecoense contratou um novo profissional para compor a comissão técnica de Umberto Louzer. Trata-se de Gabriel Remédio, ex-coordenador técnico do Guarani. A contratação foi uma indicação do atual treinador do Verdão. O que credencia este profissional a estar na Chapecoense?

O Gabriel foi meu analista quando eu trabalhei no Guarani. Quando eu tive o convite da Chapecoense, ele estava na minha equipe de trabalho. Naquele momento foi inviável a contratação dele, porém, estava acordado que ele viria antes da Série B. Com as mudanças internas, houve esta lacuna. Ele veio para a minha equipe para me auxiliar na parte de analise. O Gabriel já conhece a minha maneira de ler o jogo e isso vai ser um facilitador para otimizar o tempo.


Foto: Márcio Cunha/ACF

Como você avalia as categorias de base da Chapecoense?

É muito prematuro eu avaliar. Quando eu cheguei na Chapecoense e em outros clubes, sempre utilizei os atletas de base. Eu não vou saber precisar em que estágio a divisão de base da Chape está. Eu tive apenas um treinamento diante do sub-20 e isso vai ser repetido, até para trabalharmos de forma integrada. Eu vejo que a base é muito importante neste processo para os clubes. A base da Chapecoense tem bons valores, já houve uma conversa interna para melhorar, trouxeram o Marcão para isso. Eu tenho certeza que vão montar uma equipe competitiva no sub-15, 17 e 20.


Foto: Márcio Cunha/ACF

Que recado você deixa para os torcedores?

O torcedor pode esperar que a equipe vai voltar com o mesmo impeto, com a mesma dedicação. Vamos procurar melhorar ainda mais para ter uma equipe com o DNA da Chapecoense. Tenho certeza que vamos ter um ano de bons frutos. Contamos muito com o apoio dos nossos torcedores.