CBF diz que futebol brasileiro pode retornar no final de junho

A Confederação informou que tudo depende da curva de novos casos de coronavírus no Brasil

Informações: Agência Brasil

Foto: Reprodução/Twitter @@SaoJoseFutebol

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) afirmou que o futebol em território brasileiro pode retomar no fim de junho. A informação foi declarada pelo secretário geral da CBF, Walter Feldman, à agência de notícias Reuters através de entrevista na terça-feira (19). 

A retomada depende da curva de novos casos do coronavírus (Covid-19) no Brasil. Segundo Feldman, o Campeonato Brasileiro pode retomar com portões fechados, e ser concluído no início de 2021. Para ele, a volta do Campeonato Alemão – uma das primeiras grandes ligas a retornar às atividades – no último fim de semana, deu uma esperança ao futebol mundial e mostrou uma perspectiva animadora. Na Alemanha, o futebol segue com  jogos com portões fechados, medidas de distanciamento social e testes de atletas e profissionais envolvidos.


“Parar foi necessário e voltar é possível. Esse é o grande aprendizado com o retorno do alemão (…). A Alemanha é uma ótima sinalização”, disse.


Feldman afirma que o protocolo de saúde da CBF será recomendado aos clubes e inclui testagens para a Covid-19, distanciamento social, medidas de higiene, transporte em veículos particulares de atletas e jogos com portões fechados. O futebol brasileiro está parado desde março, quando campeonatos locais e nacionais (como a Copa do Brasil) foram interrompidos por causa das medidas de restrição provocadas pela pandemia.


“Podemos ter sim apenas jogos com portões fechados (…). Em países a epidemia vai e volta, tem novas ondas. Aglomerações mesmo só com vacina e controle absoluto”, declarou Feldman.


Caso não houvesse a pandemia, o Campeonato Brasileiro deveria ter começado este mês. Agora, a perspectiva é que o futebol nacional seja retomado entre o fim de junho e o início de julho. “Maio é o período mais dramático da doença e vamos ver as portas que vão se abrir em junho (…). O aprofundamento da crise, agora, significa que logo em seguida deve vir o abrandamento”, declarou.