terça-feira, agosto 11, 2026
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CBF aprova novas regras no futebol brasileiro para aumentar tempo de bola rolando

Mudanças passam a valer imediatamente em competições nacionais e estabelecem limites de tempo para goleiros, laterais, tiros de meta e substituições

Foto: Lucas Figueiredo/CBF

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro masculino aprovaram novas regras de arbitragem para as competições nacionais. As mudanças entram em vigor imediatamente e têm como principal objetivo diminuir o tempo de jogo perdido com paralisações.

A decisão foi tomada durante uma reunião realizada na segunda-feira (10), em um hotel na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. As novas regras também serão aplicadas às Séries C e D, à Série A1 do Campeonato Brasileiro feminino e à Copa do Brasil.

Quanto tempo de bola rolando a CBF espera ganhar com as novas regras?

A CBF estima que as mudanças possam acrescentar, em média, 5 minutos e 49 segundos de bola rolando por partida, com possibilidade de chegar a 6 minutos e 22 segundos.

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O levantamento foi feito a partir de um estudo da empresa de dados Opta. Antes da pausa para a Copa do Mundo, a Série A do Campeonato Brasileiro registrava média de 52 minutos e 54 segundos de bola em jogo.

A meta estabelecida pela Fifa é de pelo menos 60 minutos de bola rolando por partida. Nas ligas francesa e alemã, que apresentam as melhores médias entre os principais campeonatos europeus, o índice chega a 56 minutos e 17 segundos.

Quais são as novas regras de arbitragem aprovadas pela CBF?

As dez mudanças estabelecem limites de tempo para algumas ações e ampliam as possibilidades de atuação da arbitragem e do VAR. Confira:

  1. Goleiro terá oito segundos para repor a bola: se ultrapassar o limite com a bola nas mãos, será marcado escanteio para o adversário.
  2. Arremesso lateral terá limite de cinco segundos: se o jogador demorar além do tempo permitido, a cobrança passa para a equipe adversária.
  3. Tiro de meta terá limite de cinco segundos: a contagem começa após o apito do árbitro. Se houver atraso, o adversário ganha um escanteio.
  4. Jogador substituído terá dez segundos para deixar o campo: caso ultrapasse o limite, o atleta que entraria terá de esperar um minuto para participar da partida.
  5. Jogador atendido em campo ficará um minuto fora: após receber atendimento médico dentro do gramado, o atleta deverá permanecer fora por pelo menos um minuto antes de retornar.
  6. Atendimento ao goleiro terá regra específica: o treinador ou capitão indicará um jogador de linha para cumprir o período de um minuto fora após o reinício da partida.
  7. Apenas o capitão poderá falar com o árbitro: se o capitão for o goleiro, um jogador de linha será escolhido para exercer essa função. O desrespeito à regra poderá resultar em cartão amarelo.
  8. Protocolo Vini Jr: cobrir intencionalmente a boca durante uma discussão com adversário, dificultando a leitura labial, poderá resultar em expulsão, independentemente do conteúdo da fala.
  9. VAR poderá revisar segundo cartão amarelo: a tecnologia poderá analisar a decisão que resultar em expulsão e o cartão poderá ser anulado caso seja constatado um erro.
  10. VAR poderá revisar escanteio concedido por engano: a regra será implementada a partir de 2027 e permitirá a checagem quando o lance resultar diretamente em gol ou pênalti.

Quando as novas regras começam a valer no futebol brasileiro?

Nove das dez mudanças entram em vigor imediatamente nas competições abrangidas pela decisão. A única exceção é a revisão pelo VAR de escanteios concedidos por engano, que será aplicada somente a partir de 2027.

As regras são definidas pela International Board, órgão responsável por estabelecer, regulamentar e alterar as leis do futebol.

Qual é o objetivo da CBF com as mudanças?

A intenção da CBF é tornar as partidas mais fluidas e reduzir o tempo perdido com interrupções. Para Netto Góes, diretor de Arbitragem da entidade, a aplicação das regras precisa ser acompanhada pela padronização dos critérios e pela preparação dos árbitros.

A CBF também destaca que clubes e jogadores terão participação importante na adaptação às novas normas. A expectativa é que a redução das paralisações aumente o tempo efetivo de jogo nas competições nacionais.

Fonte: Agência Brasil

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