Governo de SC define planejamento para retorno das aulas presenciais

Aulas permanecem suspensas até, pelo menos, 12 de outubro

Foto: Foto: Cristiano Estrela / Secom

O comitê estratégico que define a retomada das aulas presenciais em Santa Catarina reuniu-se na sexta-feira (28), para apresentar o  Plano Estadual de Contingência para a Educação. A reunião contou com a presença de 15 entidades e com apoio da Defesa Civil.

De acordo com o Governo do Estado, o documento orienta as respostas para os cenários de risco e estabelece procedimentos para a preparação de um futuro retorno às aulas presenciais. Ainda não há definição de datas, porém, o Governo divulgou que a suspensão permanece em vigência até, pelo menos, 12 de outubro.

No Plano Estadual de Contingência para a Educação estão incluídas os cinco cadernos de diretrizes apresentados à sociedade em julho: medidas sanitárias, pedagógicas, gestão de pessoas, transporte escolar e alimentação escolar. Foram acrescentados ao documento mais três cadernos, que tratam das diretrizes para comunicação e informação, capacitação e treinamentos e finanças.


“Estamos realizando um serviço de alta utilidade pública. Sabemos que é enorme o desafio de dar conta das atividades não presenciais e que será ainda mais desafiador fazer esse retorno às aulas presenciais, quando houver as devidas condições sanitárias. Por isso, a importância da reforçarmos o aspecto segurança, palavra tão presente no documento e nas ações que estamos desenvolvendo em Santa Catarina”, destaca o secretário de Estado da Educação, Natalino Uggioni.


Na reunião, também foi apresentado o planejamento de formações, previsto no Plano Estadual de Contingência para a Educação. A primeira etapa será a entrega do documento em setembro para prefeitos, secretários de Estado, coordenadores regionais, representantes das associações de municípios, secretários municipais e Ministério Público.

As formações servirão de suporte aos profissionais de educação, que devem criar Planos de Contingência Municipais – desenvolvidos por comitês municipais. A metodologia deve seguir as diretrizes sanitárias estaduais, com os comitês municipais atribuídos de adaptar as medidas para as especificidades daquela comunidade escolar.

Os gestores escolares também participarão das capacitações para criar os protocolos específicos e o plano de ação de cada unidade de ensino. O Governo divulgou que uma das etapas da formação, por exemplo, será criar simulados nas escolas para verificar a efetividade das ações e garantir a segurança dos alunos antes do retorno.