Dia Nacional do Surdo: Professor é homenageado por alunos em Chapecó

O professor de educação física Rudinei Albani trabalha no Ceim desde 2015

Informações Secom Prefeitura

Foto: Secom Prefeitura

Nesta quinta-feira (26) é celebrado o Dia Nacional do Surdo. O professor de educação física Rudinei Albani, que é surdo, foi homenageados pelos alunos do CEIM Aquarela, em Chapecó. Uma vez por semana no CEIM Aquarela as bandeiras são hasteadas e é cantado o hino. Hoje, ao ser chamado para a atividade, Rudi se deparou com todos os alunos reunidos. Era uma surpresa que lhe aguardava. As crianças estavam todas juntas para lhe prestar uma homenagem. Todas utilizaram os ensinamentos repassados por ele e cantaram parabéns em libras.

Os familiares de Rudinei também prestaram homenagem através de um vídeo. O professor iniciou os trabalhos no CEIM em 2015. Na oportunidade, algo que parecia normal e rotineiro se transformaria numa oportunidade de desenvolvimento e inclusão, tanto para o professor quanto para a comunidade escolar.



Começo

Em 2015 o professor de educação física Rudinei Albani chegou até o Centro de Educação Infantil Municipal – CEIM Aquarela. Algo que parecia normal e rotineiro se transformou em oportunidade de desenvolvimento e inclusão, tanto para o professor quanto para a comunidade escolar.

A gestora do CEIM, Guilhane Melo, relembra o primeiro contato que teve com Rudi, como é carinhosamente conhecido. “Quando ele chegou não tinha intérprete. Aí neste dia ficamos sem saber o que fazer, porque se ele não tivesse contato com a gente como poderia ter com as crianças? Mas hoje a gente vê que deu muito certo, é maravilhoso ter ele aqui”.

Mãos que falam

O início no colégio foi de dificuldades, mas é aí que também surgem as soluções. Juntamente com a coordenação, Rudi implementou, em 2016, na escola o projeto “Mãos que Falam”. A iniciativa tem o objetivo de ensinar a Língua Brasileira de Sinais (Libras) à comunidade escolar.

O projeto é uma forma de a família estar dentro da escola e para as crianças se desenvolverem mais. Eu me senti incluído, porque essa troca de conhecimento faz com que todos sejam envolvidos e que possam se comunicar”, contou Rudi.


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