Com projeto de selante asfáltico ecológico, brasileiros ganham prêmio internacional de inovação

Projeto premiado propõe tapar buracos nas ruas com asfalto feito com cana-de-açúcar

Informações Sesi

Integrantes da equipe com as medalhas concedidas pelo “Global Innovation Award” quando anunciados os times semifinalistas – Foto: Divulgação Sesi

A equipe de robótica Sesi Biotech, da unidade escolar de Barra Bonita, foi consagrada no “Global Innovation Award”, que reconhece as principais inovações desenvolvidas por estudantes de robótica em todo o mundo. O projeto, desenvolvido por alunos com idades entre 13 e 15 anos, pretende resolver um problema das maioria das cidades brasileiras: asfalto danificado. A equipe desenvolveu um selante asfáltico ecológico, que ao ser aplicado em fissuras do pavimento, evita que a rachadura vire buraco.

Ao ser premiado na categoria “Community Choice Award” (Prêmio Escolha da Comunidade), o projeto de pesquisa dos estudantes do 8º ano do ensino Fundamental ao 2º do Médio, fez jus ao voto popular, pois foi concebido a partir de conversas com a comunidade do município paulista.

Segundo conta a técnica do time, Ana Maria Papili, por meio de pesquisas e conversas com moradores locais, foi identificado que a pavimentação danificada é um problema que afeta muito além do município de Barra Bonita e arredores. Para tanto, a fim de evitar transtornos como falhas mecânicas nos veículos e acidentes dada a condição do asfalto, a solução pensada pelos alunos foi o selante, desenvolvido com substâncias extraídas do bagaço da cana de açúcar.

Para garantir a resolução do problema, a aplicação do selante deve ser feita antes da formação de buracos e de ocorrer a degradação total do pavimento. “Por conta das substâncias provenientes da cana de açúcar, o produto se torna mais resistente e durável quando aplicado nas fissuras, além de ser um produto sustentável”, garante a técnica da equipe de robótica.

Parceria

A ideia foi desenvolvida pelos alunos Bruno Roberto Pagini, João Gabriel Azevedo, João Henrique P. Pagini, Laís Mendes, Laura Mariano, Laura Resina de Almeida, Leonardo Barreto e Manuela Rodrigues. Para além do reconhecimento com a solução sustentável, os alunos já se movimentam para que o produto seja útil para as cidades.

“Estamos buscando parceiros que possam nos ajudar a colocar o projeto em prática e começar a implementação. Durante o campeonato nacional, aprendemos muitos valores relacionados a testes, implementação de ideias e, como inovadores, sabemos que nossa ideia pode fazer a diferença”, finalizou a estudante Laura Resina de Almeida.



Primeira vitória no prêmio de inovação

A ideia dos alunos concorreu inicialmente com outros 80 mil projetos de estudantes de todo o mundo, até se classificarem entre os 20 melhores e serem indicados ao prêmio internacional. Entre os concorrentes, havia apenas duas equipes brasileiras, 14 dos Estados Unidos e as demais de diferentes países do globo.

Prêmio

Podem concorrer ao “Global Innovation Award”, prêmio da organização norte-americana FIRST, com dez anos de existência, times de robótica que tenham sido reconhecidos por suas soluções inovadoras em torneios regionais de robótica. Esse é o caso do Sesi Biotech, que levou o prêmio “Solução Inovadora” nas edições de 2019 e 2020 do torneio First Lego League (FLL), parte do festival nacional de robótica organizado pelo Serviço Social da Indústria (Sesi).