
⚡ Em Resumo:
- O que é: Redução de 14,5% no preço do querosene de aviação (QAV) vendido pela Petrobras às distribuidoras.
- Números/Dados: Queda de R$ 0,81 por litro; preço passa a variar entre R$ 4,67 e R$ 4,93 por litro nas refinarias.
- Onde: Reajuste vale para todo o mercado brasileiro abastecido pela Petrobras.
- Quem afeta: Companhias aéreas, distribuidoras de combustíveis, operadores de helicópteros e consumidores do setor aéreo.
A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (1º) uma redução de 14,5% no preço de venda do querosene de aviação (QAV) para as distribuidoras. O reajuste já está em vigor e representa uma diminuição de R$ 0,81 por litro, marcando o segundo mês seguido de queda no valor do combustível utilizado por aviões e helicópteros.
Quanto passa a custar o querosene de aviação?
Com o reajuste, o preço do QAV vendido pela Petrobras nas refinarias varia entre R$ 4,67 e R$ 4,93 por litro, dependendo da região de comercialização.
O valor é praticado pela estatal junto às distribuidoras, que posteriormente realizam o transporte e a venda para companhias aéreas e demais consumidores nos aeroportos.
O que motivou a redução anunciada pela Petrobras?
Segundo a Petrobras, a queda foi possível devido à redução dos impactos causados pelo conflito no Oriente Médio sobre o mercado internacional de petróleo e derivados.
Nos últimos meses, a guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã provocou fortes oscilações nos preços globais do setor energético. O bloqueio do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais para transporte de petróleo e gás, reduziu a oferta internacional e pressionou os preços para cima.
Com a diminuição das tensões e a normalização gradual do mercado, os custos dos derivados começaram a recuar, refletindo no preço do querosene de aviação.
Como ficou a variação do combustível ao longo de 2026?
Apesar das duas reduções consecutivas registradas em junho e julho, o combustível ainda acumula forte alta no ano.
De acordo com a Petrobras, o QAV segue 40,5% mais caro do que no fim de 2025. Isso representa um aumento de R$ 1,39 por litro em comparação com os preços praticados antes da escalada do conflito internacional.
Quais foram os reajustes recentes do QAV?
O mercado enfrentou aumentos expressivos nos primeiros meses após o início da crise internacional.
Em abril, a Petrobras elevou o preço do querosene de aviação em 55%. Em maio, houve novo reajuste de 18%. Já em junho, a estatal aplicou uma redução de 14,2%, seguida pela queda de 14,5% anunciada para julho.
Na época das altas, a empresa autorizou que distribuidoras parcelassem parte dos reajustes para reduzir o impacto financeiro sobre as companhias aéreas.
Como funciona a comercialização do querosene de aviação no Brasil?
A Petrobras produz ou importa o querosene de aviação e vende o combustível às distribuidoras. Essas empresas são responsáveis pelo transporte e pela comercialização junto às companhias aéreas, operadores de aeronaves e demais consumidores finais.
Embora detenha cerca de 85% da produção nacional de QAV, a Petrobras atua em um mercado aberto à concorrência, permitindo a participação de outras produtoras e importadoras.
Por que os preços no Brasil acompanham o mercado internacional?
Mesmo sendo um importante produtor de petróleo, o Brasil segue a dinâmica internacional para definir os preços do petróleo e de seus derivados.
Isso ocorre porque o petróleo é uma commodity negociada globalmente. Dessa forma, eventos geopolíticos, conflitos armados e mudanças na oferta mundial influenciam diretamente os valores praticados no mercado brasileiro.
Fonte:Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil







