sexta-feira, abril 4, 2025
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Mercados desabam com tensão global: Ibovespa e bolsas dos EUA sofrem quedas históricas

Resposta da China às tarifas dos EUA intensifica temores de recessão mundial e provoca forte aversão ao risco nos investidores

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

Mercados globais em queda livre

Os principais índices acionários do Brasil e dos Estados Unidos registraram quedas expressivas nesta sexta-feira, 4 de abril de 2025, em meio à intensificação da guerra comercial entre China e Estados Unidos. O Ibovespa caiu 2,96%, fechando aos 127.257 pontos, no que foi considerado o pior desempenho diário desde 14 de março. Nos Estados Unidos, os índices tiveram recuos ainda mais acentuados.

O Dow Jones caiu 5,50%, encerrando o pregão aos 38.314 pontos. O S&P 500 recuou 5,97%, fechando aos 5.074 pontos, enquanto a Nasdaq teve queda de 5,82%, aos 15.587 pontos.

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Efeito dominó da guerra comercial

As perdas ocorreram após a China anunciar tarifas adicionais de 34% sobre produtos norte-americanos, em resposta às medidas tarifárias impostas previamente pelos Estados Unidos. A reação de Pequim ampliou a instabilidade nos mercados e acendeu alertas sobre os impactos econômicos dessa escalada.

“O aumento das tarifas eleva os custos para empresas e consumidores, podendo provocar inflação e desaceleração global”, analisam especialistas do mercado financeiro.


Investidores em alerta

No Brasil, além da queda do Ibovespa, o dólar comercial subiu 3,68%, sendo negociado a R$ 5,836. A valorização da moeda americana reflete a busca por segurança em meio à crescente aversão ao risco, diante do cenário global incerto.

“A tensão entre as maiores economias do mundo cria um ambiente desfavorável para os ativos de risco e aumenta a volatilidade”, destacam analistas.


Temor de recessão global

A intensificação do conflito comercial entre Estados Unidos e China fortaleceu as previsões de uma possível recessão global, impulsionada pelo aumento das barreiras tarifárias e a deterioração das relações entre as duas potências. O temor é que os efeitos dessas medidas se propaguem, atingindo diferentes setores e países.

Com isso, investidores mantêm postura cautelosa e monitoram atentamente os próximos movimentos de ambos os governos nas tratativas comerciais. A expectativa é de que novos desdobramentos ocorram nos próximos dias.

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