terça-feira, julho 14, 2026
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Inmet prevê seca nas regiões centrais e alerta para impactos na segunda safra de milho

Boletim agroclimatológico aponta temperaturas acima da média e déficit hídrico até setembro, enquanto o Sul deve seguir com chuvas frequentes

Foto: Arquivo/Agência Brasil

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê que o trimestre entre julho e setembro será marcado pelo avanço da seca nas regiões centrais do Brasil. A tendência preocupa principalmente os produtores da segunda safra de milho e os pecuaristas, já que o déficit de chuva também deve prejudicar a recuperação das pastagens.

Ao mesmo tempo, o Sul do país, parte da Região Norte e o litoral do Nordeste devem continuar registrando volumes elevados de chuva, influenciados pelo fenômeno El Niño.

Como a seca pode afetar a produção agrícola?

Segundo o boletim agroclimatológico do Inmet, a redução das chuvas deve aumentar o estresse hídrico nas lavouras de milho em fase mais tardia, especialmente no Centro-Oeste, Tocantins, sudeste do Pará e outras áreas do interior do país.

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Além do risco de queda na produtividade, a escassez de água também pode comprometer o desenvolvimento das pastagens, afetando a alimentação dos rebanhos e elevando os custos da produção de proteína animal no segundo semestre.

Quais regiões devem registrar as maiores perdas de chuva?

A previsão indica precipitação abaixo da média em grande parte da Região Norte, com destaque para áreas do Amazonas, Acre, Pará, Roraima, Tocantins e Rondônia.

Em algumas localidades, o déficit hídrico poderá ultrapassar 130 milímetros até setembro. Também são esperadas temperaturas de até 2°C acima da média histórica, favorecendo a redução do nível dos rios e aumentando o risco de queimadas.

No Nordeste, a seca deve avançar sobre o interior da Bahia, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Maranhão, trazendo preocupação para as lavouras de milho e feijão cultivadas em sistema de sequeiro.

Como fica a previsão para o Sul do Brasil?

O cenário é diferente na Região Sul. O Inmet prevê continuidade das chuvas frequentes, principalmente no norte do Rio Grande do Sul e no sul de Santa Catarina, onde os acumulados podem superar 150 milímetros em alguns períodos.

As condições favorecem o desenvolvimento das culturas de inverno, mas aumentam o risco de doenças causadas por fungos e podem dificultar a realização de tratos culturais, como a aplicação de fertilizantes e defensivos.

O El Niño continuará influenciando o clima?

Sim. De acordo com o Inmet, o fenômeno El Niño permanece ativo e deve continuar influenciando o regime de chuvas no Brasil até, pelo menos, fevereiro de 2027.

A expectativa é de manutenção das chuvas acima da média na Região Sul e de temperaturas elevadas em diversas áreas do país, mantendo o contraste entre excesso de chuva em algumas regiões e seca em outras ao longo dos próximos meses.

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