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Economistas e organizações lançam iniciativa com foco na redução das desigualdades no Brasil

Vida em Conta reúne mais de 100 economistas e 60 organizações e apresenta diretrizes para aproximar a política econômica das condições de vida da população

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Mais de 100 economistas e 60 organizações da sociedade civil lançaram nesta semana a Vida em Conta, iniciativa que propõe aproximar o debate econômico das condições concretas de vida da população brasileira. A ação é articulada pela Plataforma Cipó e pela organização Transforma.

O que é a iniciativa Vida em Conta?

A Vida em Conta reúne economistas e organizações da sociedade civil em torno de uma agenda que, segundo os participantes, busca colocar as condições de vida da população no centro das discussões econômicas.

O documento da iniciativa afirma que o Brasil registrou avanços nos últimos anos em áreas como combate à fome e à pobreza, geração de trabalho e renda, desemprego, inflação, proteção ambiental e planejamento público.

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O que os participantes defendem?

Entre as diretrizes apresentadas estão a redução das desigualdades de renda, riqueza, gênero, raça e território, além da diminuição do custo de vida e da ampliação das condições para uma vida digna.

A iniciativa também defende o fortalecimento da soberania tecnológica e a diversificação da produção brasileira, com o objetivo declarado de ampliar a geração de empregos de qualidade.

Por que os economistas lançaram a iniciativa?

Segundo as entidades participantes, o crescimento da economia e a melhora de indicadores sociais não significam que todos os brasileiros tenham percebido os efeitos dessas mudanças no cotidiano.

A diretora-executiva da Plataforma Cipó, Maiara Folly, afirma que, além do crescimento econômico, é necessário observar como os benefícios são distribuídos pela sociedade.

Quais riscos são apontados pelas organizações?

As entidades afirmam que os avanços recentes não estão garantidos e manifestam preocupação com uma eventual combinação de restrições ao investimento público, enfraquecimento de serviços e instituições públicas e desonerações tributárias sem contrapartidas consideradas claras para o desenvolvimento.

Na avaliação apresentada no documento, essas medidas poderiam afetar a proteção social e ambiental e o crescimento econômico.

Quais outras áreas fazem parte da proposta?

Além da redução das desigualdades e do custo de vida, a Vida em Conta propõe uma agenda relacionada às mudanças climáticas, às transformações tecnológicas e às mudanças nos processos de trabalho.

O diretor-executivo do Transforma, Marco Antonio Rocha, defende que o Brasil avance em uma agenda de transformação social que considere essas mudanças e preserve oportunidades econômicas e direitos sociais.

Fonte: Agência Brasil

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