
⚡ Em Resumo:
- O que é: Alerta do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina sobre o aumento de ocorrências envolvendo fogueiras durante o período das festas juninas.
- Números/Dados: Casos passaram de 31 em 2023 para 50 em 2025, crescimento de 61% em dois anos.
- Onde: Santa Catarina, com maior concentração de ocorrências entre junho e julho.
- Quem afeta: Participantes de festas juninas, famílias, organizadores de eventos e comunidades que utilizam fogueiras.
Por que os Bombeiros emitiram um alerta para as festas juninas?
Com a chegada das festas juninas, o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) reforçou os alertas sobre os riscos relacionados ao uso de fogueiras. A preocupação da corporação ocorre após o aumento expressivo das ocorrências registradas nos últimos anos.
Dados do CBMSC mostram que os atendimentos envolvendo fogueiras passaram de 31 casos em 2023 para 33 em 2024 e chegaram a 50 registros em 2025. O crescimento representa uma alta de 61% em apenas dois anos.
Quais são os riscos mais comuns das fogueiras?
Embora os fogos de artifício costumem chamar mais atenção durante as festas juninas, os bombeiros destacam que as fogueiras são responsáveis por diversos acidentes, principalmente queimaduras.
Os casos mais frequentes envolvem lesões de segundo grau em mãos, braços, rosto, tronco e olhos. Muitas dessas ocorrências acontecem durante o acendimento do fogo ou pela utilização de materiais inflamáveis inadequados, como álcool, gasolina e outros combustíveis.
Segundo o comandante-geral do CBMSC, Fabiano de Souza, o caráter tradicional das fogueiras faz com que muitas pessoas subestimem os riscos envolvidos.
Qual deve ser a distância segura para uma fogueira?
A Instrução Normativa 24 do Corpo de Bombeiros estabelece que a fogueira deve estar posicionada a uma distância mínima equivalente a uma vez e meia a sua própria altura em relação a construções, vegetação, redes elétricas, redes telefônicas e materiais combustíveis.
Na prática, uma fogueira com dois metros de altura exige pelo menos três metros de área livre ao redor. Já uma estrutura com quatro metros precisa de um afastamento mínimo de seis metros.
Quais orientações técnicas ajudam a evitar acidentes?
Entre as recomendações da corporação estão medidas pouco conhecidas pela população.
Uma delas é acender a fogueira pela parte superior da estrutura e não pela base. Dessa forma, a madeira queima de maneira mais controlada e reduz o risco de desabamento das brasas.
Outra orientação é nunca lançar bombinhas, rojões ou qualquer tipo de artefato explosivo dentro da fogueira. A prática pode provocar a projeção de brasas e fragmentos em várias direções.
Os bombeiros também recomendam espalhar uma camada de areia no solo antes de montar a fogueira. A medida reduz o risco de propagação do calor para raízes e vegetação subterrânea.
Como apagar corretamente uma fogueira após a festa?
O CBMSC alerta que brasas aparentemente apagadas ainda podem provocar incêndios horas depois.
Por isso, é fundamental jogar água em toda a madeira queimada, mexer as cinzas com uma pá ou enxada e repetir o procedimento até que não haja mais fumaça, calor ou estalos.
Somente após a completa extinção das brasas o local deve ser deixado sem supervisão.
Quais cuidados são recomendados durante as comemorações?
Os bombeiros orientam que a população mantenha baldes com água ou areia próximos à fogueira, evite acendê-la em dias de vento forte e mantenha crianças e animais sob constante supervisão.
Também é recomendado evitar roupas largas ou confeccionadas com tecidos sintéticos perto do fogo e jamais acender fogueiras após o consumo de bebidas alcoólicas.
As medidas simples podem evitar acidentes e garantir que as celebrações juninas ocorram de forma segura para todos os participantes.











