
O Lúpulo e cevada são ingredientes essenciais para a fabricação da cerveja e a produção desses insumos no Brasil tende a aumentar para atender a demanda interna, que também é crescente. Em 2020, o Brasil chegou a um total de 1.383 cervejarias registradas no Mapa, um aumento de 14,4% em relação ao ano anterior, segundo o Anuário da Cerveja 2020.
No Brasil, o crescimento da produção de cervejas artesanais ampliou a procura por lúpulo de qualidade, principalmente porque esse tipo de bebida exige maior quantidade do produto na composição.
Para atender a essa demanda, nos últimos anos, produtores brasileiros iniciaram o cultivo de lúpulo no país, já que a indústria cervejeira importa quase 100% dessa matéria-prima. Dados extraídos da plataforma Comex Stat, do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, apontam que, em 2020, o Brasil importou 3.243 mil toneladas do insumo, o equivalente a US$ 57 milhões.
Fortalecimento da cadeia produtiva
Com o objetivo de desenvolver subsídios para promover o fortalecimento de uma cadeia produtiva para o lúpulo no Brasil, em outubro de 2020, o Mapa, por meio da Secretaria de Agricultura Familiar, iniciou um projeto de cooperação técnica junto ao Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) para identificar oportunidades, articular parcerias e elaborar um plano de viabilidade técnica e econômica para produção de lúpulo no país.
O lúpulo é uma cultura de alto valor agregado e não precisa de grandes extensões territoriais para ser cultivado. Em áreas de 0,5 ou 1 hectare, o produtor já possui um bom retorno financeiro se comparado a outras culturas neste mesmo espaço de área. Diante disso, trata-se de uma cultura que pode ser uma excelente oportunidade para agricultura familiar, gerando mais renda, desenvolvimento e ajudando a manter as famílias no campo.
Santa Catarina é destaque
Levantamento da Associação Brasileira de Produtores de Lúpulo (Aprolúpulo), que contou com a colaboração de 109 produtores de todo o país, mostra que o Brasil tem cerca de 42 hectares cultivados, o que representa um crescimento de 110% com relação ao ano anterior, e a produção total aproximada gira em torno de 24 toneladas. Santa Catarina é o estado que tem maior percentual de produtores (27%), seguido por Rio Grande do Sul (22%), São Paulo (18%), Paraná (7%), Minas Gerais (6%) e Rio de Janeiro (5%). Em relação à área cultivada, Santa Catarina também ocupa o primeiro lugar, com um total de 12,105 hectares de área plantada.
Ações intensificadas com foco na Peste Suína Africana
Após a notificação do primeiro foco de peste suína africana (PSA) nas Américas, Santa Catarina intensifica ações de defesa agropecuária para proteger o plantel. Os catarinenses são os maiores produtores e exportadores de carne suína do Brasil e têm no agronegócio a base da sua economia. Para definir as estratégias de prevenção e conscientização, a Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural reuniu na última semana técnicos e lideranças do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e iniciativa privada, durante encontro do Comitê de Sanidade Suídea. A peste suína africana está presente em mais de 50 países, entre eles, a República Dominicana – este é o primeiro registro da doença no continente americano desde a década de 80. Em Santa Catarina, as ações contarão com o apoio da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e da iniciativa privada.
Cotações
Dólar: R$ 5,24
Saca da soja: R$ 158,00
Saca de milho: R$ 97,00
Arroba do boi: R$ 315,00
Litro do leite: R$ 2,13






