
Lages desponta na produção de trigo
Considerada a nova fronteira agrícola de Santa Catarina, a região de Lages amplia a produção de trigo em 494%. As estimativas do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) apontam para uma colheita de 7,6 mil toneladas de trigo em 2,8 mil hectares plantados nos municípios que fazem parte dos Campos de Lages. Na semana passada, o Centro de Ciências Agroveterinárias da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), com o apoio da Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, promoveu o Dia de Campo de Cereais de Inverno para tratar dos desafios e oportunidades da produção de trigo, aveia, triticale e centeio na região Serrana.
A região de Lages, que já tem tradição no cultivo de aveia no inverno, demonstra um grande potencial para o cultivo de outros cereais que podem ser utilizados para alimentação animal no inverno. O Brasil tem uma demanda crescente e sempre foi um importador de trigo, com o apoio do Governo do Estado e com o mercado atrativo, os agricultores catarinenses têm condições de abastecer o mercado interno.
O tom do Brasil na COP26
A disseminação de técnicas produtivas sustentáveis a todos os produtores rurais, com apoio especial aos pequenos, é o caminho para impulsionar um comércio agrícola socialmente inclusivo, economicamente lucrativo e positivo para o meio ambiente. E o Brasil pode compartilhar suas experiências, como as técnicas desenvolvidas pela Embrapa e o Plano de Agricultura de Baixo Carbono (ABC), com países semelhantes, ajudando a promover resiliência, adaptação e mitigação de emissões de gases do efeito estufa.
Essa foi a mensagem levada pelo secretário de Desenvolvimento Sustentável e Irrigação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Fernando Camargo, durante debate que reuniu líderes de diversos países no último sábado (6) para discutir o Diálogo sobre Florestas, Agricultura e Comércio de Commodities durante a COP26, em Glasgow (Escócia).
Chuvas de outubro amenizam estiagem 1
O mês de outubro foi marcado pela chuva significativa em boa parte de Santa Catarina. É o que aponta o Boletim Hidrometeorológico Integrado divulgado na última sexta-feira, 5. A chuva ficou acima da média climatológica para o mês no Oeste, no Litoral Norte, no Vale do Itajaí e na Grande Florianópolis. Ainda assim, alguns municípios do Oeste permanecem com o abastecimento urbano afetado pelos efeitos da estiagem que se prolonga desde 2019.
Historicamente, os volumes de chuva esperados para outubro são altos, com média climatológica entre 175 e 200 mm na metade Oeste e entre 125 e 175 mm no Leste, de forma geral. Essa média foi superada nas regiões Oeste, da Grande Florianópolis e Litoral Norte, onde os volumes de precipitação registrados variaram de 200 a 300 mm, com casos pontuais que se aproximaram dos 400 mm.
Chuvas de outubro amenizam estiagem 2
Nas áreas do Leste de SC, os altos acumulados de chuva estão relacionados à circulação marítima. No Oeste, a atuação de áreas de baixa pressão combinadas com calor e umidade favoreceram a ocorrência de temporais.
Os registros que indicaram menores volumes de chuva, durante o mês de outubro, foram nos Planaltos e no Litoral Sul, onde os índices não atingiram a média climatológica para o período.
Mesmo com a chuva, o Índice Integrado de Seca (IIS), que leva em consideração tanto a precipitação quanto os impactos sobre a vegetação, permanece indicando estiagem em uma grande parte do Estado, mas em menor intensidade do que nos meses anteriores. Quase 27% dos municípios catarinenses estão em situação de normalidade em relação à seca, cerca de 61% registram seca fraca e pouco mais de 12% seca moderada.
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