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Fertilizantes estão garantidos até 2023, diz Bolsonaro

ClicAgro - O seu boletim diário com as notícias do campo

Foto: Reprodução / MAPA

Bolsonaro voltou a dizer que a inflação dos alimentos e dos combustíveis é consequência da guerra e não um fenômeno exclusivo do Brasil

O presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou nesta terça-feira (31), que os fertilizantes essenciais para as lavouras brasileiras “estão garantidos para a próxima safra e até o ano que vem” graças à atuação do governo brasileiro junto à Rússia.

A oferta do insumo pelos russos ficou apertada desde o início da guerra com a Ucrânia.

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Em discurso na Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães (BA), Bolsonaro voltou a dizer que a inflação dos alimentos e dos combustíveis é consequência da guerra e não um fenômeno exclusivo do Brasil.

“Vocês sabem dos momentos difíceis que o Brasil ainda atravessa, mas vamos atravessando esses mares, vamos atingir esse objetivo. Afinal de contas, estamos voltando à normalidade”, declarou.

“A gente conta com a população, com sua resiliência e fé para vencer esse obstáculo”, acrescentou, após entregar novos títulos de propriedade rural.

De acordo com Bolsonaro, a concessão dos títulos faz com que os trabalhadores do campo “deixem de ser escravizados pelo MST”.

“Passam a ser mais do que amigos dos fazendeiros, passam a ser homens que produzem para alimentar.”

Ele ainda voltou a citar elementos conservadores que serão utilizados nesta campanha eleitoral, como críticas ao aborto e à “ideologia de gênero” e defesa da propriedade privada e do armamento da população.

Luís Eduardo Magalhães é o município baiano que mais entregou votos a Bolsonaro nas eleições de 2018: de acordo com dados do TSE, 58,80% dos eleitores locais escolheram o presidente no segundo turno.

Pré-candidato ao governo da Bahia, o deputado federal João Roma (PL) discursou em defesa do Auxílio Brasil, marca de sua gestão à frente do Ministério da Cidadania.

Biodiesel: Abiove defende aumento da mistura do produto com oferta reduzida de diesel

De acordo com economista-chefe da entidade, é preciso apostar em fontes alternativas ao produto mineral para que o Brasil continue sendo abastecido

Na última semana, o Ministério de Minas e Energia informou que o estoque de diesel S10, o mais comercializado no Brasil, seria capaz de garantir o suprimento do país por apenas 38 dias, se as importações do combustível cessassem naquele momento. Diante desse cenário de oferta mais restrita de diesel, o setor de biodiesel tem apontado uma alternativa: a elevação da mistura do biocombustível ao diesel.

De acordo com o economista-chefe da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Daniel Amaral, quando o governo anunciou que seria vetado o aumento gradual da mistura de biodiesel ao diesel em 2022, que chegaria a 14% a partir de março, a entidade teria alertado que isso prejudicaria o abastecimento brasileiro.

Estoque de diesel do Brasil é de apenas 38 dias, diz governo

“O biodiesel é um componente importante para o abastecimento e segurança energética brasileiros. Nesse sentido, dada a crise que se apresenta agora, com dados da própria Petrobras e do governo, mostrando a escassez e a dificuldade de importação de diesel mineral, o setor mais uma vez se coloca à disposição para contribuir com o país para fornecer biodiesel e então garantir o abastecimento de um produto tão importante”, diz Amaral.

Sobre a competitividade do preço do biodiesel brasileiro, frente ao diesel mineral, o economista afirma que é preciso ter em mente que o valor médio reportado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) talvez não fosse o mesmo se estivesse sendo praticada a paridade de importação.

Além disso, ele sustenta que, ao se falar em um produto em escassez, é natural que seu preço reflita essa condição. “Ou seja, nós estamos falando hoje de um produto com dificuldade de obtenção, portanto, o preço dele vai ser muito maior do que o atualmente praticado. Dada a dificuldade de obtenção do produto, nós precisamos rapidamente obter fontes alternativas ao diesel mineral importado para que o Brasil continue sendo abastecido”, afirma.

“É preciso colocar no devido contexto um produto que aparentemente tem uma oferta com maior dificuldade, o óleo diesel mineral – palavras até das próprias indústrias do setor-, versus um produto hoje que está disponível, que tem tudo a oferecer ao Brasil, inclusive essa tranquilidade no abastecimento. Portanto, esse preço do biodiesel reflete um produto de maior qualidade e maior disponibilidade”, conclui Amaral.

Cotações

Dólar: R$ 4,80

Saca da soja: R$ 179,50

Saca de milho: R$ 81,03

Arroba do boi: R$ 340,00

Litro do leite: R$ 2,01

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