
O uso de medicamentos para emagrecimento especialmente os análogos ao GLP-1 — popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras”, tem aumentado nos últimos anos, mas especialistas alertam que esses remédios são indicados principalmente para pessoas com obesidade e devem ser utilizados apenas com prescrição médica e acompanhamento profissional. Além disso, a compra precisa ser feita exclusivamente em farmácias, com retenção de receita, para evitar riscos à saúde.
A nutricionista e Conselheira do CRN-10, Gelvani Locateli, ressalta que antes de iniciar qualquer tratamento, é fundamental passar por uma consulta médica. Durante o atendimento, o profissional avalia cada caso individualmente para verificar se existe indicação para o uso do medicamento. Esses remédios são recomendados para adultos que apresentam obesidade e que não estejam grávidas.
Outro ponto de atenção é a compra irregular desses medicamentos. Nos últimos meses, autoridades sanitárias têm identificado vendas feitas por meios não autorizados, como grupos e contatos de WhatsApp. A Vigilância Sanitária de Santa Catarina emitiu um alerta sobre essa prática e reforçou que a comercialização legal ocorre apenas em farmácias, mediante apresentação e retenção da receita médica.
Mesmo quando indicado, o medicamento não é responsável sozinho pelo emagrecimento. Segundo especialistas, ele atua principalmente reduzindo a fome, aumentando a sensação de saciedade e diminuindo o chamado “ruído mental” relacionado aos pensamentos constantes sobre comida.
Apesar desses efeitos, o remédio não substitui mudanças no estilo de vida. A prática de atividade física, a melhora da alimentação e a adoção de hábitos mais saudáveis continuam sendo fatores fundamentais para a perda de peso.
Outro aspecto importante é que o tratamento com medicamentos costuma ser temporário. Em algum momento ocorre o desmame, quando o uso é gradualmente suspenso. Nesse momento, pessoas que não modificaram hábitos alimentares ou rotina de exercícios têm maior risco de recuperar o peso perdido, fenômeno conhecido como efeito sanfona.
Por isso, especialistas reforçam a importância do acompanhamento multiprofissional durante o processo, envolvendo médico, nutricionista e outros profissionais da saúde.
Mais do que focar apenas na quantidade de peso perdido, a recomendação é observar os ganhos de qualidade de vida proporcionados pelo tratamento. Em muitos casos, a redução de peso inicial possibilita que a pessoa tenha mais disposição para se exercitar, realizar atividades do dia a dia e adotar um estilo de vida mais saudável.







