InícioChapecóAeroporto de Chapecó reduz custos de desapropriação em R$ 55 milhões

Aeroporto de Chapecó reduz custos de desapropriação em R$ 55 milhões

Modernização do Aeroporto de Chapecó: novo cenário pode economizar R$ 50 milhões

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  • A revisão do projeto do Aeroporto de Chapecó reduziu a área de desapropriação em 270 mil metros quadrados.
  • A mudança gerou uma economia estimada de aproximadamente R$ 55 milhões nos custos previstos.
  • O projeto contempla a ampliação da pista para 2.200 metros e um novo terminal de passageiros.

O Aeroporto de Chapecó teve o seu projeto de ampliação e modernização revisado, resultando em uma diminuição estimada de R$ 55 milhões nos gastos com desapropriações de terrenos vizinhos.

A alteração no desenho da implantação foi discutida em reunião online realizada em 23 de setembro.

O encontro reuniu técnicos do Ministério e Secretaria de Estado de Portos e Aeroportos, representantes da Prefeitura de Chapecó e especialistas da equipe do LabTrans vinculado à UFSC.

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Com a nova proposta adotada, a área prevista para desapropriação caiu de 775 mil metros quadrados para 505 mil metros quadrados, gerando uma diferença de 270 mil metros quadrados e aliviando o impacto financeiro e social para o município.

Como foi definido o novo plano para o Aeroporto de Chapecó?

O novo plano para o Aeroporto de Chapecó foi estabelecido por meio de análises técnicas conjuntas entre órgãos federais, municipais e acadêmicos.

O projeto conceitual inicial previa um limite patrimonial de 1.458.000 metros quadrados, mas os estudos detalhados da topografia acidentada na porção sul permitiram otimizar o espaço necessário.

Equipes utilizaram levantamentos aéreos com drone para redesenhar a infraestrutura sem comprometer as intervenções físicas essenciais planejadas para o terminal.

O prefeito Valmor Scolari destacou que a participação ativa do município garantiu uma alternativa que corta quase pela metade os custos com desapropriação e diminui os transtornos para a cidade.

A cooperação técnica entre as diferentes esferas governamentais foi apontada como o diferencial para encontrar uma solução de engenharia viável. O envolvimento do LabTrans da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) trouxe embasamento científico e modelagens matemáticas que comprovaram a segurança das novas delimitações territoriais propostas.

Além disso, a redução da área de utilidade pública a ser desapropriada evita longos processos judiciais com proprietários locais, o que costuma atrasar significativamente o cronograma de grandes obras públicas de infraestrutura no país.

Quais melhorias estão previstas na infraestrutura?

As melhorias previstas incluem a ampliação da pista e a construção de um novo terminal de passageiros.

A pista de pouso e decolagem passará dos atuais 2.060 metros para 2.200 metros, permitindo a operação de aeronaves de maior porte, como o modelo Airbus A321.

O projeto abrange também um terminal com 8.000 metros quadrados, novas posições no pátio para aviação comercial e geral, edifício-garagem com 754 vagas e um condomínio de hangares.

A demanda atendida projeta o fluxo de passageiros para o horizonte de 2045, estimando cerca de 933 mil usuários por ano.

Com essa nova capacidade de atendimento, o terminal aeroportuário se consolidará como um dos principais vetores de desenvolvimento econômico do Grande Oeste catarinense, facilitando a atração de novos negócios, investimentos privados e o fortalecimento do turismo de negócios na região produtora.

O que ainda falta para iniciar as obras?

A liberação da licença ambiental, somada ao término dos estudos topográficos e das análises geotécnicas de suporte, é indispensável para que o projeto básico comece e o cronograma de intervenções seja estabelecido.

Além da autorização ambiental, a equipe técnica realiza investigações geotécnicas complementares e tratativas com o Departamento de Controle do Espaço Aéreo.

O Departamento exigiu ajustes nos ângulos de aproximação e gradientes de decolagem nas cabeceiras da pista devido às condições do relevo local.

Caberá à Prefeitura assegurar a manutenção do projeto conceitual e encaminhar os documentos referentes à Superfície de Interesse Público nas negociações com os órgãos reguladores.

Os gestores municipais e estaduais seguem em ritmo acelerado para cumprir todas as exigências burocráticas e técnicas. A expectativa é que, uma vez superadas as etapas de licenciamento e aprovação final dos projetos de engenharia, o processo licitatório para a execução física das obras possa ser lançado sem novos entraves financeiros.

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