
Cientistas brasileiros alcançaram um marco inédito ao criar o primeiro porco clonado da América Latina, um avanço que pode transformar o futuro dos transplantes de órgãos. O animal nasceu no fim de março, em um projeto liderado pela Universidade de São Paulo (USP).
O objetivo da pesquisa é desenvolver técnicas de xenotransplante, que consistem em utilizar órgãos de animais em humanos, oferecendo uma alternativa para reduzir a fila de espera por transplantes no Brasil.
Como funciona a clonagem
O projeto é conduzido por pesquisadores ligados ao Centro de Ciência para o Desenvolvimento em Xenotransplante e levou cerca de seis anos para alcançar o resultado. A clonagem de suínos é considerada uma das mais complexas dentro da biotecnologia.
Para tornar os órgãos mais compatíveis com o corpo humano, os cientistas utilizam técnicas de edição genética, como o CRISPR-Cas9. Nesse processo, genes associados à rejeição são desativados e genes humanos podem ser inseridos.
Por que porcos são utilizados
Os porcos são considerados ideais para esse tipo de pesquisa porque possuem órgãos com tamanho e funcionamento semelhantes aos humanos. Além disso, apresentam rápido crescimento e facilidade de reprodução, o que facilita os estudos.
Impactos para a medicina
A criação do porco clonado representa um passo importante para o avanço dos xenotransplantes, que podem, no futuro, ajudar a reduzir a escassez de órgãos e salvar milhares de vidas.
Apesar disso, a técnica ainda está em fase experimental e depende de novos testes e regulamentações antes de ser aplicada em larga escala na medicina.






