
O tabagismo voltou a crescer em Santa Catarina após um longo período de queda. Atualmente, cerca de 13% da população adulta do estado fuma, enquanto a média nacional está entre 9% e 10%.
O alerta foi reforçado após o Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto. Além do cigarro convencional, especialistas demonstram preocupação com o avanço dos cigarros eletrônicos, principalmente entre adolescentes e jovens.
Segundo a pneumologista Leila John Marques Steidle, coordenadora do Núcleo de Estudos e Tratamento do Tabagismo, os dispositivos eletrônicos podem estar entre as portas de entrada para o consumo de cigarros convencionais.
“A gente acredita que esse aumento da prevalência do cigarro que queima tenha como uma das portas de entrada o eletrônico, principalmente nos últimos três ou quatro anos”, afirma.
A médica destaca que a nicotina tem alto potencial de dependência. O consumo também pode provocar problemas respiratórios e cardiovasculares, além de aumentar os riscos de doenças como DPOC, infarto, AVC e câncer de pulmão.
Para quem deseja abandonar o cigarro, o tratamento pode envolver acompanhamento profissional, medicamentos quando indicados e mudanças de comportamento. A recomendação para crianças, adolescentes e jovens é não experimentar produtos que contenham nicotina.
Fonte: ALESC





