Suspeita de assassinar grávida e roubar bebê é transferida para Presídio Feminino de Chapecó

Ela foi denunciada pelo Ministério Público

Complexo Prisional de Chapecó;

Foto: Agências de Desenvolvimento Regional (ADR)

A suspeita de ter assassinado a professora Flávia Godinho Mafra, que estava grávida e teve o bebê roubado, foi transferida para o Presídio Feminino de Chapecó. A informação foi confirmada por uma fonte do Complexo Penitenciário do município ao ClicRDC na terça-feira (8), após a informação circular na imprensa de Canelinha (SC) – local em que o crime aconteceu. 

O ClicRDC entrou em contato com a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Administração Prisional e Socioeducativa (SAP), que informou que, como trata-se de um crime de alta comoção social, informações sobre os envolvidos no crime não serão divulgadas pelo setor. 

Denúncia do Ministério Público

A suspeita e o marido foram denunciados pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) na tarde de sexta-feira (4). Conforme informou o MP, a denúncia é pela possível prática dos crimes de feminicídio, tentativa de homicídio, parto suposto, subtração de incapaz e ocultação de cadáver.

Relembre o caso

O corpo de Flávia Godinho Mafra foi encontrado sem vida em um forno de cerâmica desativado, no dia 28 de agosto – uma sexta-feira. Ela estava desaparecida desde o dia anterior. Provas do inquérito policial, elaborado pela Polícia Civil, apontam que, no dia 27 de agosto, a investigada teria levado Flávia para um local afastado, para supostamente participar de um chá de bebê surpresa. 

Após chegar no endereço, a suspeita teria golpeado a vítima com um tijolo e utilizado um estilete para realizar o parto, de forma precária, e roubar o bebê.  A hemorragia do ferimento causou a morte da vítima, informou o Ministério Público.

Em seguida, a mulher teria encontrado com o companheiro e ido ao Hospital de Canelinha, onde informou que havia dado a luz a criança, em via pública, e solicitou ajuda no pós-parto. A equipe do hospital que atendeu a demanda percebeu que as informações eram controversas e acionou a Polícia Militar, que deu início a ocorrência.

Além do feminicídio, o casal ainda é suspeito de colocar em risco a vida do recém nascido, que teve ferimentos após ser retirado da barriga da mãe e precisou ser transferido do Hospital Municipal de Canelinha para outra unidade hospitalar, melhor equipada. 

“Entendemos que havia justa causa para oferecer a denúncia contra ambos, que demonstram ser imputáveis. São capazes de entender o caráter ilícito da conduta e de se determinar de acordo com esse entendimento. Compreendiam muito bem o que faziam e quais as consequências, e todas as demais circunstâncias dos crimes estão embasadas nas provas coletadas no inquérito policial”, afirmam os Promotores de Justiça responsáveis pelo caso.

A denúncia já foi recebida pelo Judiciário e agora inicia o devido processo legal. O MPSC requer que  os  denunciados sejam submetidos ao julgamento do Tribunal do Júri da comarca de Tijucas.