
A palavra cartório pode remeter a um ambiente antigo, com muitos documentos, atendimento demorado até gerar desconforto. Para facilitar a busca pelos serviços por parte da população, desde 2020 o Colégio Notarial do Brasil faz movimentos para digitalizar e simplificar processos. Neste ano de 2026, a grande novidade é o e-Not Provas, uma plataforma do e-Notariado que permite a validação de provas digitais disponíveis na internet.
O Tabelião do 2° Tabelionato de Notas e Protesto de Títulos de Chapecó, Ângelo Vargas, comenta que o digital veio para crescer o volume de serviços prestados no cartório, uma vez que a agilidade e praticidade melhora a experiência da população e elimina ruídos. As pessoas podem acessar o e-Notariado para serem atendidas 100% online, e agora, inclusive, construir um banco de provas, elemento mais importante dentro de um processo judicial que constitui se o fato realmente aconteceu ou não.
Segundo os dados divulgados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no ano de 2025 foram mais de 39 milhões de novos processos judiciais abertos. Em dezembro, mais de 75 milhões estavam sem final definido. Com a evolução da tecnologia e presença cada fez mais frequente da Inteligência Artificial no cotidiano, a necessidade de validação de provas digitais é importantíssima para que ela não seja frágil e possa ser reconhecida como constituição do direito pelo juiz. Para reconhecer provas físicas, existe a Ata Notarial. No digital, agora, o caminho é a plataforma e-Not Provas. O site pode ser acessado de onde você estiver e a qualquer momento.
Através dele, você acessa o navegador de dentro da plataforma e localiza o conteúdo que quer registrar, seja em site, aplicativos de mensagens, redes sociais e demais disponíveis em internet. A captura de tela é feita dentro do navegador e o site gera um documento comprovando a veracidade, autenticidade e segurança jurídica da captura. As capturas ficam salvas por durante cinco anos. Vargas complementa que vídeos ainda não são possíveis de serem autenticados pela plataforma, mas que é a próxima fase da evolução da plataforma. Ainda, futuramente será necessária a criação de um protocolo com processos definidos para reconhecer vídeos criados pela Inteligência Artificial. Uma preparação necessária e já estudada pelo Colégio Notarial do Brasil.







