
A 1ª Semana de Saúde Mental no Sistema Socioeducativo mobilizou unidades de diferentes regiões de Santa Catarina com atividades voltadas a adolescentes que cumprem medidas socioeducativas e aos profissionais que trabalham nesses espaços.
A iniciativa foi realizada pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), por meio do Grupo de Monitoramento e Fiscalização dos Sistemas Prisional e Socioeducativo (GMF). A programação incluiu palestras, oficinas e rodas de conversa sobre saúde mental, autoconhecimento, autoestima, relações interpessoais, cidadania, pertencimento social e prevenção ao uso de álcool e outras drogas.
No Oeste catarinense, as ações ocorreram em Chapecó e São Miguel do Oeste.
O que foi realizado durante a Semana de Saúde Mental?
As atividades buscaram criar espaços de escuta e reflexão para que os adolescentes pudessem compreender melhor as próprias emoções e desenvolver estratégias para lidar com situações de conflito e estresse.
A programação também envolveu profissionais das unidades, com ações direcionadas ao cuidado com a saúde mental dos servidores.
Além do Oeste, foram realizadas atividades nas regiões Serrana, Norte e Sul de Santa Catarina.
Como foi a programação em Chapecó?
No Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) e no Centro de Internação Feminino (CIF) de Chapecó, os adolescentes participaram de uma palestra sobre reconhecimento das emoções e práticas de autocuidado.
Entre os assuntos abordados estiveram a identificação dos próprios estados emocionais, estratégias para lidar com conflitos e situações de estresse, relação entre emoções e comportamento e influência dos sentimentos na tomada de decisões.
Também foram discutidas práticas de autocuidado, fatores de proteção e construção de projetos de vida.
A palestra foi conduzida por Camila Lorenzoni e Ellen de Oliveira Alves em dois dias e em diferentes turnos, permitindo a participação dos internos.
Como os servidores de Chapecó participaram?
Os servidores do Case Chapecó também tiveram uma atividade voltada especificamente à saúde mental.
A ação foi conduzida pela psicóloga Jaqueline Carla, do Programa de Apoio aos Servidores (PAS), coordenado pela Gerência de Gestão de Pessoas (Gepes) da Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (SEJURI).
A proposta foi ampliar o cuidado também para os profissionais que atuam diretamente no atendimento aos adolescentes.
O que aconteceu no Case de São Miguel do Oeste?
No Case de São Miguel do Oeste, os adolescentes participaram de uma roda de conversa conduzida pela psicóloga Gisele Schneider.
A atividade abordou temas relacionados à saúde mental e foi complementada por práticas integrativas e atividades físicas.
O projeto Vivência de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) ofereceu auriculoterapia e ioga. Também foram realizados exercícios físicos e alongamentos conduzidos pelo enfermeiro Julio Vian e pelo educador físico municipal João Villa.
Como foi a programação em outras regiões de Santa Catarina?
Na Serra, as atividades ocorreram no Centro de Atendimento Socioeducativo Regional (Caser) de Lages, na Casa de Semiliberdade e no Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) de Curitibanos.
Em Lages, uma roda de conversa com o psicólogo Paulo Zulmar Panatta tratou de controle da raiva, resolução de conflitos, respeito e convivência social.
No Norte, Joinville recebeu ações no Case, com palestras e capacitações sobre autocuidado, regulação emocional e estratégias de cuidado. Também houve atividades com o Caps II e uma roda de conversa da Defensoria Pública com os adolescentes.
Na região Sul, o Casep de Tubarão realizou oficinas sobre autoconhecimento e transformação. Em Criciúma, a Casa de Semiliberdade promoveu atividades sobre saúde mental, autocuidado, emoções, relações interpessoais e perspectivas para o futuro.
Qual é o objetivo da iniciativa no sistema socioeducativo?
A proposta é ampliar o cuidado com a saúde mental dentro das unidades e contribuir para o processo de ressocialização dos adolescentes.
As atividades também procuram fortalecer vínculos, estimular a busca por apoio diante de situações de sofrimento e ajudar os jovens a desenvolver novas perspectivas para o futuro.
Para os profissionais envolvidos na iniciativa, o cuidado emocional faz parte de uma abordagem socioeducativa que vai além do cumprimento da medida e busca contribuir para a construção de projetos de vida e para a prevenção de novos conflitos com a lei.






