terça-feira, julho 21, 2026
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Sargento preso por suspeita de matar capitã da PM tinha histórico de violência contra mulher

Investigado por feminicídio em Belo Horizonte, militar também possuía registros anteriores de agressões, ameaças e prisão por embriaguez ao volante.


⚡ Em Resumo:

  • O que é: Polícia Civil investiga como feminicídio a morte da capitã Michele Leão Azevedo. O marido, sargento da PM, foi preso.
  • Números/Dados: Eduardo Abner tem 37 anos, ingressou na PM em 2015 e possuía registros de violência contra mulher em 2014 e 2016, além de prisão por embriaguez ao volante em 2023.
  • Onde: Belo Horizonte (MG).
  • Quem afeta: Familiares da vítima, Polícia Militar de Minas Gerais e as investigações conduzidas pela Polícia Civil.

Quem é o sargento preso pela morte da capitã da PM?

O sargento da Polícia Militar de Minas Gerais Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, foi preso suspeito de matar a esposa, a capitã Michele Leão Azevedo, de 41 anos, em Belo Horizonte. O caso é investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

O militar ingressou na corporação em 2015 e atualmente era lotado no 1º Batalhão da Polícia Militar. Após a prisão, foi encaminhado ao 34º Batalhão, onde permanece detido.

Qual é o histórico do policial?

Segundo a Polícia Civil, Eduardo Abner possuía registros anteriores relacionados à violência contra mulher nos anos de 2014 e 2016.

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O g1 teve acesso a boletins de ocorrência registrados por uma ex-companheira em 2016. Em um deles, ela relatou ter sido agredida fisicamente. Em outro, denunciou ameaças e o descumprimento de uma medida protetiva.

Conforme os registros, a vítima afirmou que foi puxada pelos cabelos, arrastada para a rua, jogada no chão e atingida com um soco no rosto, sofrendo lesões em diversas partes do corpo.

Além disso, o sargento também foi preso por embriaguez ao volante em 2023 e recebeu sanções disciplinares durante sua carreira na Polícia Militar.

O que a família da capitã relatou à polícia?

Familiares de Michele Leão Azevedo afirmaram que o relacionamento do casal era marcado por separações, reconciliações e episódios de controle psicológico.

A mãe da capitã declarou que considerava a relação abusiva e contou que passou a desconfiar do uso de drogas pela filha após o início do relacionamento.

Segundo outra familiar, Michele pretendia encerrar o relacionamento e chegou a relatar que o companheiro teria empunhado uma faca durante uma discussão anterior.

O que mostram as imagens do prédio?

Imagens do circuito interno de segurança registraram o momento em que Eduardo Abner carrega o corpo da esposa nos ombros até a garagem do prédio onde o casal morava.

Na sequência, ele coloca Michele no veículo e segue para o Hospital Odilon Behrens. De acordo com a equipe médica, a capitã já chegou sem vida à unidade de saúde.

O que diz a investigação?

Segundo o boletim de ocorrência, médicos identificaram traumatismo craniano, hematomas, ferimentos nas pernas, marcas compatíveis com chicotadas e um corte na cabeça da vítima.

Em depoimento, o sargento afirmou que o casal participou de uma confraternização, consumiu bebidas alcoólicas e comprimidos de ecstasy e manteve relações sexuais consensuais com práticas de dominação. Ele também alegou que Michele sofreu uma queda da escada e recusou atendimento médico.

A Polícia Civil segue investigando o caso e aguarda o resultado dos exames periciais para esclarecer as circunstâncias da morte.

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