
⚡ Em Resumo:
- O que é: Sargento da Polícia Militar foi preso em flagrante após levar a esposa, a capitã Michele Leão Azevedo, já morta ao Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte.
- Números/Dados: Médicos estimam que a morte ocorreu entre quatro e seis horas antes da chegada ao hospital. Comprimidos semelhantes a ecstasy foram apreendidos.
- Onde: Belo Horizonte, Minas Gerais.
- Quem afeta: Familiares da vítima, Polícia Militar de Minas Gerais e as investigações conduzidas pela Polícia Civil.
O que aconteceu em Belo Horizonte?
Um sargento da Polícia Militar de Minas Gerais foi preso em flagrante na noite de segunda-feira (20), após levar a esposa, a capitã Michele Leão Azevedo, já sem vida ao Hospital Odilon Behrens, na Região Noroeste de Belo Horizonte. A Polícia Civil investiga o caso como morte sob circunstâncias suspeitas.
Segundo o boletim de ocorrência, a capitã chegou ao hospital por volta das 21h35. A equipe médica constatou que ela já estava em assistolia, quadro compatível com parada cardiorrespiratória ocorrida horas antes da chegada à unidade.
Quais lesões foram encontradas na vítima?
Durante o atendimento, os médicos identificaram diversos ferimentos pelo corpo da capitã Michele Leão Azevedo. Entre eles estavam traumatismo craniano, hematomas, lesões nas pernas, marcas lineares compatíveis com chicotadas e um corte de grandes proporções na região frontal da cabeça.
Ainda conforme o boletim de ocorrência, os profissionais de saúde estimaram que a morte teria ocorrido entre quatro e seis horas antes da chegada ao hospital. Diante dos indícios de violência, a Polícia Militar foi acionada.
Qual foi a versão apresentada pelo sargento?
Em depoimento, o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira afirmou que o casal realizou uma confraternização na noite anterior, ocasião em que consumiu bebidas alcoólicas e comprimidos de ecstasy.
Segundo ele, após a saída dos convidados, os dois mantiveram relações sexuais consensuais com práticas de dominação e agressões físicas. O militar também declarou que Michele sofreu uma queda da escada por volta do meio-dia, causando um corte na cabeça. Ele disse que realizou os primeiros socorros, deu banho na esposa e a colocou para descansar, alegando que ela recusou atendimento médico.
Ainda de acordo com o relato, ambos dormiram durante a tarde e, ao acordar, por volta das 21h, ele percebeu que Michele não respondia e decidiu levá-la ao hospital.
O que a polícia encontrou durante a ocorrência?
O boletim de ocorrência informa que, enquanto aguardava atendimento no hospital, o sargento pediu para ir ao banheiro. Acompanhado por um policial, ele foi visto descartando uma pequena caixa metálica em uma lixeira.
Dentro do recipiente foram encontrados comprimidos com características semelhantes à droga sintética ecstasy. O próprio militar confirmou que havia descartado o material. A substância foi apreendida e será submetida à perícia.
O que relatou a família da capitã?
A mãe de Michele afirmou à polícia que considerava o relacionamento da filha abusivo e marcado por controle psicológico. Segundo ela, o casal viveu períodos de separação e reconciliação nos últimos anos.
Ela também declarou que a filha pretendia encerrar o relacionamento e que havia relatado episódios anteriores de conflitos. Ainda conforme o boletim, familiares afirmaram que Michele teria mencionado comportamento controlador do companheiro e um episódio em que ele teria empunhado uma faca durante uma discussão.
O que foi apreendido durante a perícia?
Peritos estiveram no apartamento do casal e recolheram um cabo de madeira quebrado encontrado no lixo do prédio, que poderá ser analisado para verificar possível relação com o caso.
Também foram apreendidas roupas de cama que estavam lavadas dentro da máquina de lavar, o veículo utilizado para transportar a vítima ao hospital, o celular do sargento e os comprimidos encontrados no Hospital Odilon Behrens.
O corpo da capitã Michele Leão Azevedo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), onde passará por exame de necropsia. A Polícia Civil segue investigando o caso, enquanto a defesa do sargento informou que aguarda a conclusão das perícias antes de se manifestar sobre os fatos.






