quarta-feira, fevereiro 25, 2026
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Quase 20% dos adolescentes relatam ter visto nudez indesejada no Instagram, aponta processo

Dados citados em processo nos EUA mostram que 1 em cada 5 usuários de 13 a 15 anos viu conteúdo sexual que não queria na plataforma


Quase um em cada cinco usuários do Instagram com idades entre 13 e 15 anos relatou à Meta ter visto “nudez ou imagens sexuais” que não queria na plataforma. A informação consta em um processo judicial no estado da Califórnia, nos Estados Unidos.

O documento inclui trechos de um depoimento prestado em março de 2025 pelo chefe do Instagram, Adam Mosseri. Segundo o processo, os dados vieram de uma pesquisa realizada em 2021 com usuários adolescentes sobre suas experiências na rede social. De acordo com Andy Stone, porta-voz da Meta, a estatística é baseada em respostas auto-relatadas e não em análise direta das publicações feitas na plataforma.

No depoimento, Mosseri afirmou que a empresa não divulga resultados gerais de pesquisas internas e destacou que levantamentos auto-relatados são “notoriamente problemáticos”. Ele também afirmou que grande parte das imagens sexualmente explícitas mencionadas foi compartilhada por meio de mensagens privadas entre usuários, o que envolve questões de privacidade.

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Além disso, cerca de 8% dos usuários de 13 a 15 anos disseram ter visto alguém se machucar ou ameaçar fazer isso no Instagram, conforme o depoimento anexado ao processo.

A Meta, empresa responsável pelo Instagram e pelo Facebook, enfrenta diversas ações judiciais nos Estados Unidos. Milhares de processos acusam a companhia de desenvolver produtos com características viciantes e de contribuir para uma crise de saúde mental entre jovens.

O caso citado envolve uma mulher da Califórnia que afirma ter começado a usar Instagram e YouTube ainda criança. Ela alega que as empresas lucraram ao estimular o uso excessivo das plataformas, mesmo cientes dos potenciais impactos à saúde mental. Segundo a ação, o uso das redes teria agravado quadros de depressão e pensamentos suicidas.

A Meta e o Google negam as acusações. Em nota, a empresa afirmou que vem implementando medidas para reforçar a segurança de adolescentes, incluindo a remoção de imagens e vídeos contendo nudez ou atividade sexual explícita — inclusive conteúdos gerados por inteligência artificial — com exceções para material médico e educacional.

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