
A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) segue com as medidas de controle da Doença de Newcastle no Oeste catarinense. Neste sábado (7), o órgão informou que uma propriedade em Nova Erechim, onde foi identificado o quarto foco da doença na região, está passando por procedimentos de desinfecção após a conclusão da retirada das aves.
As ações são coordenadas pelo Centro de Operações de Emergência em Saúde Animal (Coezoo), em conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Além dos trabalhos nas propriedades, seis barreiras sanitárias permanecem em funcionamento na região, com a desinfecção de mais de mil veículos por dia, em média.
Os três primeiros focos, identificados entre os dias 18 e 26 de outubro, nos municípios de Nova Itaberaba, Coronel Freitas e Nova Erechim, já tiveram todos os procedimentos sanitários concluídos.
Qual é a situação do quarto foco da Doença de Newcastle em Nova Erechim?
A propriedade onde foi identificado o quarto foco da Doença de Newcastle está na etapa de desinfecção dos galpões utilizados para alojamento das aves.
Segundo a Cidasc, a depopulação, procedimento que consiste na eliminação sanitária das aves da propriedade afetada, já foi concluída.
A operação foi acompanhada presencialmente por médicos-veterinários da Cidasc e do Serviço de Fiscalização de Insumos e Saúde Animal (SISA-SC), vinculado à Superintendência Federal de Agricultura em Santa Catarina.
Após a conclusão da desinfecção e o cumprimento do período de vazio sanitário, quando as instalações permanecem sem aves pelo tempo determinado pelos protocolos, a propriedade poderá retomar suas atividades.
Quais municípios registraram focos da doença no Oeste catarinense?
Até a atualização divulgada neste sábado (7), quatro focos da Doença de Newcastle haviam sido registrados na região.
Os três primeiros foram identificados entre 18 e 26 de outubro, nos municípios de Nova Itaberaba, Coronel Freitas e Nova Erechim. De acordo com a Cidasc, essas três propriedades já concluíram todas as etapas sanitárias previstas nos protocolos oficiais.
O quarto foco, também registrado em Nova Erechim, permanece sob acompanhamento das autoridades sanitárias, com a desinfecção das instalações em andamento.
Como funcionam as barreiras sanitárias instaladas na região?
Atualmente, seis barreiras sanitárias estão em funcionamento nas áreas abrangidas pelas ações de controle da Doença de Newcastle. Nesses pontos, são realizadas inspeções e desinfecções de veículos que circulam pelas regiões monitoradas.
Segundo a Cidasc, mais de mil veículos passam pelo procedimento de desinfecção diariamente, em média. A medida busca reduzir o risco de disseminação do vírus entre propriedades e reforçar o controle sanitário nas áreas afetadas.
Como está o monitoramento das propriedades avícolas?
A Cidasc informou que concluiu a vistoria de todos os estabelecimentos avícolas comerciais e de 100% das propriedades com criação de aves de subsistência localizadas nas áreas de vigilância dos três primeiros focos.
As inspeções permitem acompanhar as condições sanitárias das criações e identificar possíveis sinais da doença.
No entorno da propriedade onde foi registrado o quarto foco, as atividades de vigilância e monitoramento continuam.
O objetivo é identificar rapidamente possíveis novas ocorrências e impedir a propagação da doença para outras criações da região.
O que é a Doença de Newcastle e como ela afeta as aves?
A Doença de Newcastle é uma enfermidade viral altamente contagiosa que afeta aves domésticas e silvestres, especialmente galinhas.
A infecção pode provocar alterações respiratórias, digestivas e neurológicas, além de queda na produção de ovos e mortalidade elevada, dependendo da cepa viral e das condições das aves.
A transmissão pode ocorrer pelo contato com aves infectadas, secreções, fezes e materiais contaminados, incluindo equipamentos, roupas e veículos.
Por isso, medidas de biosseguridade, controle da circulação e higienização das instalações são importantes para impedir a disseminação da doença.
Quais orientações estão sendo repassadas aos produtores e moradores?
Além das ações de fiscalização, a Cidasc desenvolve atividades de educação sanitária nas comunidades inseridas nas áreas de emergência e vigilância.
As orientações são direcionadas a escolas, profissionais de saúde e integrantes dos conselhos municipais de Agricultura e Desenvolvimento Rural.
O trabalho busca ampliar o conhecimento sobre a Doença de Newcastle, esclarecer dúvidas e reforçar as medidas preventivas necessárias para proteger as criações de aves.
Produtores que identificarem sinais suspeitos da doença devem comunicar o Serviço Veterinário Oficial e evitar a movimentação de aves até receberem orientação técnica.
A Cidasc reforça que a participação dos produtores e da comunidade é importante para a manutenção da sanidade avícola de Santa Catarina e para a conclusão das medidas de controle dos focos registrados no Oeste do estado.







