Prefeitura decreta situação de emergência pela falta de chuva em Chapecó

O decreto tem vigência de 180 dias

Foto: Prefeitura

A prefeitura decretou situação de emergência em Chapecó, pela falta de chuva. A decisão foi tomada após reunião entre o prefeito Luciano Buligon, secretarias e órgãos competentes. A Administração Municipal reforçou a necessidade de conscientização da população sobre o uso racional de água neste período. O Decreto de Situação de Emergência foi publicado nesta quarta-feira (28) e tem vigência de 180 dias.

O abastecimento de água afeta a população da área urbana e rural do município. Segundo a prefeitura, a situação também é crítica para as agroindústrias .

Confira a nota

Chapecó, 28 de outubro de 2020 – quarta-feira – Há meses, a escassez severa de chuva na região vem comprometendo a rotina e a qualidade de vida da população nas áreas urbana e rural do Município. Diante disso, o Prefeito Luciano Buligon, após reunião com as secretarias e órgãos competentes, decidiu decretar de situação de emergência na cidade e no interior, em decorrência do comprometimento no abastecimento de água.

Além de pouca chuva, a precipitação tem sido esparsa e mal distribuída, o que dificulta ainda mais as atividades produtivas, lavouras, produção animal, oferta de água nas fontes, açudes, e até mesmo, poços profundos. Dados da Efagri mostram que a estiagem vem afetando o Município desde o mês de julho, sendo que a situação se agravou no mês de setembro, quando foi registrada a menor precipitação do mês dos últimos 51 anos, com apenas 40 mm de chuva em Chapecó. Em outubro não foi diferente. O esperado era de 168 mm, mas choveu apenas 7,48% do esperado do dia 01 a 20 do mês.


De acordo com o Secretario de Infraestrutura Urbana, Max Well De Lima Ramos, cerca de 100 famílias do interior estão recebendo água por meio dos caminhões-pipa semanalmente. Por dia, são distribuídos aproximadamente 300 mil litros de água principalmente nas seguintes Linhas: Marcon, Serrinha, Água Amarela, Caravaggio, São Roque e Palmital dos Fundos. Hoje são dois caminhões, cada um com capacidade de 9 mil litros de água, atendendo primeiro o consumo humano, e em segundo lugar, o consumo animal.


A situação também é crítica para as Agroindústrias. Para manter os trabalhos, as empresas estão captando água diretamente do Rio Uruguai. No momento são 69 caminhões-pipa com capacidade média para 35 mil litros de água, realizando cerca 350 viagens por dia para garantir o abastecimento das unidades produtivas.


A Administração Municipal reforça diante disso, a necessidade de conscientização da população sobre o uso racional de água neste período. O Decreto de Situação de Emergência foi publicado nesta quarta-feira (28) e tem vigência de 180 dias.