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Municípios que administram praias da União devem prestar contas até 12 de dezembro

Relatório deve reunir informações sobre condições ambientais, infraestrutura, uso dos espaços e ações realizadas pelas prefeituras ao longo do ano

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

As prefeituras que assumiram a gestão de praias e orlas da União devem encaminhar ao governo federal, até 12 de dezembro, um relatório com informações sobre as áreas sob sua responsabilidade. O documento deve apresentar dados ambientais, infraestrutura, formas de utilização e ações realizadas durante o ano.

O que deve constar no relatório?

O documento precisa reunir informações sobre as condições ambientais das praias, o uso dos espaços públicos, a infraestrutura disponível e o modelo de gestão adotado pelo município.

Também devem ser incluídos dados sobre áreas de uso comum que tenham exploração econômica, como calçadões, praças e parques públicos, além das medidas executadas pela prefeitura ao longo do ano.

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Quantos municípios aderiram à gestão de praias?

O Brasil tem 279 municípios litorâneos. Desse total, 80 assinaram com a União o Termo de Adesão à Gestão de Praias (TAGP), instrumento que permite às prefeituras administrar essas áreas e receber receitas geradas por seu uso.

Em contrapartida, os municípios assumem compromissos relacionados à fiscalização e à elaboração de um plano integrado para esses espaços.

Quais áreas estão incluídas no termo?

A gestão abrange a faixa de areia utilizada pelos banhistas e áreas associadas à orla, como calçadões. O termo, porém, não inclui os chamados terrenos de marinha, que também pertencem à União.

Essas áreas são definidas a partir de uma faixa de 33 metros em direção ao continente, medida desde a posição da linha da maré de referência estabelecida pela legislação.

O que prevê a PEC das Praias?

Os terrenos de marinha estão no centro de debates relacionados à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 2/2022, conhecida como PEC das Praias. A proposta prevê a transferência de parte dessas áreas para estados, municípios ou particulares.

A iniciativa recebeu críticas de setores que apontam risco de privatização de espaços públicos e de restrições ao acesso às praias. A discussão envolve a destinação dessas terras, que atualmente integram o patrimônio da União.

Fonte: Agência Brasil

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