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Guerrinha, comentarista esportivo da Rádio Gaúcha, morre aos 70 anos em Porto Alegre

Adroaldo Guerra Filho estava internado no Instituto de Cardiologia após uma infecção pulmonar. Comunicador ficou conhecido pelo bom humor, carisma e frases marcantes no jornalismo esportivo

Foto: Raul Krebs/Grupo RBS

O jornalista e comentarista esportivo Adroaldo Guerra Filho, conhecido como Guerrinha, morreu nesta quarta-feira (28), aos 70 anos, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Referência do jornalismo esportivo gaúcho, ele estava internado no Instituto de Cardiologia devido a uma infecção pulmonar que evoluiu para um quadro generalizado.

Integrante do Grupo RBS, Guerrinha era comentarista da Rádio Gaúcha e conquistou o público com análises diretas, histórias curiosas e frases de efeito que misturavam humor e sarcasmo. Sua trajetória na comunicação durou quase cinco décadas.

Quem foi Guerrinha, comentarista da Rádio Gaúcha?

Adroaldo Guerra Filho construiu uma carreira marcada pela versatilidade. Começou no jornalismo esportivo acompanhando o turfe, modalidade que conheceu ainda na infância por influência do pai, Adroaldo Guerra, comunicador da Rádio Gaúcha conhecido como Vovô Guerra.

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Estudante de Jornalismo na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Guerrinha publicou seus primeiros textos no extinto Jornal Hoje, ligado ao Grupo RBS. Depois, trabalhou na cobertura de corridas de cavalo para a Folha da Manhã e o Correio do Povo.

Em 1983, voltou ao Grupo RBS para escrever sobre turfe no jornal Zero Hora. Anos depois, passou a acompanhar o futebol, com foco no Internacional, clube pelo qual torcia.

Como Guerrinha se tornou uma referência no jornalismo esportivo?

A partir de 1993, Guerrinha passou a trabalhar na cobertura do Internacional para Zero Hora. Em 1999, chegou aos microfones da Rádio Gaúcha e, no ano seguinte, estreou a coluna Guerra Total, no Diário Gaúcho.

Sua trajetória no programa Sala de Redação começou em 2004, quando foi chamado para substituir temporariamente o comentarista Kenny Braga durante as férias. A participação acabou se tornando permanente, e Guerrinha conquistou espaço entre os nomes mais conhecidos do debate esportivo no Rio Grande do Sul.

O comunicador era reconhecido pela capacidade de contar histórias, pelo jeito espontâneo e pelas frases irônicas. Seu estilo conquistou torcedores de diferentes clubes e ampliou sua popularidade também nas redes sociais.

Qual foi a repercussão da morte de Guerrinha no Grupo RBS?

O Grupo RBS divulgou uma nota de pesar e destacou a importância do comentarista para a empresa e para o jornalismo esportivo gaúcho.

A manifestação ressaltou o bom humor como uma das marcas do comunicador e lembrou sua trajetória desde a cobertura do turfe até a participação nos principais programas esportivos da emissora.

A empresa também prestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de profissão, destacando o legado deixado por Guerrinha ao longo de sua carreira.

Quem são os familiares deixados por Guerrinha?

Adroaldo Guerra Filho deixa a esposa, Kátia, as filhas Michelle e Karine e três netos.

A morte do comentarista representa uma perda para o jornalismo esportivo do Rio Grande do Sul, especialmente para os ouvintes que acompanharam suas análises, histórias e participações no rádio ao longo de décadas.

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