
Na Linha Água Amarela, município de Chapecó – SC, residem em uma casa de madeira, Éverton José da Rosa, sua esposa e duas filhas, de três e cinco anos. A família planejava reformar a estrutura da casa e, na compra dos materiais necessários, caiu em um golpe consumado no sábado (07), quando perdeu mais de dois mil e trezentos reais.
Segundo Éverton, durante a semana que antecedeu a transferência bancária, ele e a esposa fizeram um empréstimo no banco, para “mexer no telhado e fazer duas paredes de material”. Por ser motorista de caminhão, frequentemente viaja, então iniciou a busca pelos materiais necessários através da internet e redes sociais. Foi quando, na quinta-feira (05), encontrou no Facebook o anúncio de um homem que seria representante de uma loja de materiais de construção, aparentemente com sede em Espumoso – RS e filial em Palmitos – SC. Entre uma parada e outra no trajeto com o caminhão, Éverton conversava com o homem para alinhar orçamento e entrega.
Na sexta-feira (06), o valor encaminhado por PDF, inclusive com marca d’água da empresa, não levantou dúvidas para a família, que acreditou estar “dentro do valor”. Com a possibilidade de entrega na manhã de sábado (07), Éverton fechou negócio. Vídeos enviados pelo WhatsApp para o comprador mostram a suposta carga, com áudio do vendedor evidenciando o trabalho e cuidado com o suposto cliente: “não trabalhamos aos sábados ” Fora de casa na data combinada da entrega, Éverton fez um pix da metade do valor total acordado, aguardando a finalização do atendimento para que o restante fosse pago. No entanto, a carga nunca chegou. A esposa aguardava na residência e, ao perceber a hora passar, avisou que ninguém teria vindo entregar os materiais. Em tentativa de novo contato com o vendedor, Éverton foi bloqueado nas redes sociais e percebeu o golpe. No domingo, se dirigiu à Central de Plantão Policial para a realização do Boletim de Ocorrência.
A suposta empresa foi contatada sobre o caso e não se manifestou até o fechamento desta matéria. Éverton e a família aceitam doações de materiais como: tijolos, cimento e areia, para que a obra seja feita e possa trazer “segurança” para as filhas.
COMO EVITAR O GOLPE
O advogado especialista em Direito do Consumidor, Vinícius Antohaki, afirma que “os golpes hoje em dia precisam passar credibilidade”. Desta forma, é feita a criação de perfis nas redes sociais com verificação e contatos que aparentam serem reais. Na maioria dos casos, há uma quadrilha trabalhando na prática do golpe, que age para não manter o dinheiro do furto eletrônico em única conta.
Cabe ao consumidor ser cauteloso em compras pela internet. Buscar o CNPJ da empresa, informações no site Reclame Aqui e do Consumidor. A atenção no momento do pagamento, com o nome do destinatário do valor e também chave para transação quando há, é importante para identificar possíveis contas falsas.






