
O banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, intensificou as negociações para firmar um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal. A expectativa é de que o acordo seja fechado já na próxima semana. Vorcaro está preso a mais de um mês.
Segundo informações de bastidores, a defesa do banqueiro reuniu, ao longo de cerca de três semanas, um conjunto de dados que inclui mensagens, documentos e relatos que podem impactar investigações em andamento. O objetivo é apresentar um material considerado robusto para viabilizar o avanço das negociações com as autoridades.
Um dos principais pontos da proposta é a tentativa de garantir imunidade para familiares, como pai e irmã, evitando que eventuais implicações legais sejam estendidas a eles. Além disso, a estratégia inclui uma possível delação coletiva, com a citação de outros nomes ligados ao mercado financeiro.

A defesa também sinaliza uma colaboração ampla por parte de Vorcaro, que pretende detalhar bastidores do setor financeiro. Apesar disso, o banqueiro nega participação em organização criminosa, afirmando que atuou dentro de práticas comuns do mercado.
Entre os elementos que podem ser apresentados estão mensagens que mencionam autoridades, incluindo integrantes do Supremo Tribunal Federal, o que deverá ser analisado pelas instituições responsáveis. Outros pontos envolvem o uso de aeronaves de sua propriedade por terceiros e episódios de ameaças, que a defesa classifica como desabafos.
Outro aspecto investigado envolve Luiz Philipe Mourão, que morreu após prisão. Enquanto interlocutores próximos o descrevem como alguém autônomo, as investigações apontam possível ligação direta com ordens atribuídas ao banqueiro.
O caso segue sob análise das autoridades, e a eventual formalização do acordo pode trazer novos desdobramentos e ampliar o alcance das investigações em curso.







