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Caixa misteriosa enterrada há 88 anos é aberta

Caixa foi escondida em 1931 junto a monumento em homenagem a primeira brasileira a conquistar o título de Miss Universo

Informações G1

Antes de ser aberta em Pelotas, caixa passou por um processo de limpeza que durou uma semana
Foto: Luiza La-Rocca/RBS TV

Na terça-feira (14), uma caixa misteriosa foi desenterrada após 88 anos, em Pelotas no Rio Grande do Sul. Dentro dela, entre outros itens, estão páginas de jornais com notícias sobre a primeira brasileira a receber o título de Miss Universo, Yolanda Pereira, em 1930.

O mistério, no entanto, ainda não chegou ao fim. Como o interior está cheio d’água, os materiais depositados na “cápsula do tempo” ficaram submersos. A retirada dos itens de dentro da caixa pode levar de três meses a um ano, já que a água será retirada com uma seringa, e os documentos, secados gradualmente.

“A retirada desses documentos é gradual, justamente para não danificá-los, né? E aí a gente vai conhecendo o que vai ter no fundo da caixa também”, explica a professora da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) Andrea Bachettini.

Para diminuir a ansiedade dos curiosos, o pesquisador Guilherme Pinto de Almeida resolveu compartilhar um texto ao qual teve acesso, publicado num almanaque antigo da cidade do Sul do Rio Grande do Sul.

O documento enumera os pertences guardados na caixinha de ferro, esmaltada em azul e ouro. Além dos exemplares de jornais, estaria ali dentro “um excelente retrato da Miss, com autógrafos” e “moedas de prata que o Ministro da Fazenda, Dr. José Maria Whitaker, mandou cunhar, com a efígie de Miss Universo 1930”.


Yolanda Pereira foi a primeira brasileira a conquistar o título de Miss Universo, em 1930
Foto: Reprodução/RBS TV

A caixa foi escondida em 1931, por jornalistas e lideranças políticas da época, na praça principal do município, junto a um monumento em homenagem a Yolanda Pereira.

A ideia era que a cápsula do tempo fosse aberta em comemoração aos 50 anos do título. Só que ela acabou sendo esquecida. Foi um pesquisador pelotense que, anos mais tarde, redescobriu o objeto.