
O Governo do Brasil autorizou o envio de uma missão humanitária para apoiar a Venezuela após os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 que atingiram o país na última semana. A ação foi definida após pedido formal das autoridades venezuelanas.
O objetivo é reforçar o atendimento às vítimas e ampliar a capacidade de resposta nas áreas mais afetadas, onde há registros de desabamentos e grande número de feridos.
Quem participa da operação brasileira?
A primeira etapa da missão reúne 44 profissionais. O grupo é formado por integrantes da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (SEDEC/MIDR), bombeiros militares de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, além de especialistas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
A Força Aérea Brasileira será responsável pelo transporte da equipe em aeronave KC-390, com saída prevista de Guarulhos (SP). O deslocamento ocorre ainda nesta sexta-feira (26/6).
Como será o trabalho de busca e resgate?
As equipes atuarão diretamente no resgate de vítimas presas em estruturas colapsadas. O grupo contará com cães farejadores, médicos e equipamentos de busca em áreas de difícil acesso.
Os técnicos da Anatel vão utilizar tecnologias de localização de sinais de celular sob escombros, o que pode ajudar a identificar sobreviventes com mais rapidez em meio à destruição.
O que mais o Brasil vai enviar à Venezuela?
Além da equipe inicial, o Governo do Brasil também prepara o envio de um hospital de campanha com estrutura médica completa. A operação inclui medicamentos, insumos e profissionais de saúde.
Estão previstos ainda 100 purificadores de água com energia solar, cada um com capacidade para produção de até 5 mil litros por dia. O material será doado à Defesa Civil venezuelana.
Qual é a situação após os terremotos na Venezuela?
Os tremores provocaram destruição em diferentes regiões, com colapsos de prédios e danos estruturais em infraestrutura pública, incluindo o Aeroporto Internacional de Maiquetía, que teve operações suspensas.
As autoridades locais já registram mais de 160 mortes e centenas de feridos. O país decretou estado de emergência e segue recebendo apoio internacional para enfrentar a crise humanitária.







