
Dez dias após o fim do prazo estabelecido pelo governo para retirar do ar plataformas de apostas online, sites de bets continuam acessíveis a brasileiros. A estratégia, segundo levantamento divulgado pela CNN Brasil nesta sexta-feira (16), envolve o uso de domínios internacionais para contornar as medidas de fiscalização.
De acordo com Elijonas Maia, analista de Segurança Pública da CNN Brasil, as plataformas que operavam com domínio “.br” e eram regulamentadas pelo Ministério da Fazenda deixaram de funcionar dentro do prazo. No entanto, sites com extensões internacionais continuam acessíveis ao público brasileiro.
Pelo menos quatro plataformas nessas condições foram identificadas pela CNN. Algumas ainda eram divulgadas por influenciadores digitais nas redes sociais.
Força-tarefa monitora sites e canais
O levantamento foi encaminhado ao Ministério da Justiça, que monitora as plataformas por meio do CyberLab, laboratório de inteligência cibernética da pasta, em conjunto com a Secretaria de Apostas do Ministério da Fazenda.
Segundo Elijonas Maia, desde 6 de outubro até esta sexta-feira (16), cerca de 10 mil endereços de sites foram derrubados. O número não corresponde necessariamente a 10 mil plataformas diferentes, já que uma mesma empresa pode utilizar vários domínios para continuar operando.
A fiscalização também alcançou canais no Telegram. Conforme os dados divulgados, 110 canais foram bloqueados. Eles reuniam cerca de 1,3 milhão de pessoas que recebiam anúncios das plataformas e realizavam depósitos.
Os nomes das empresas identificadas não foram divulgados publicamente, sob a justificativa de que a atividade é considerada ilegal no Brasil.
Prazo para retirada terminou em 6 de outubro
A medida provisória mencionada na reportagem foi assinada em 25 de setembro e estabeleceu o prazo de 6 de outubro para que as plataformas abrangidas pela proibição deixassem de operar no país.
Mesmo após o encerramento do prazo, o uso de domínios internacionais representa um desafio para as autoridades, que buscam mapear os endereços e solicitar bloqueios também fora do Brasil.
Fonte: CNN







