
A Defesa Civil do Rio Grande do Sul emitiu, nesta quarta-feira (23), um alerta de perigo muito alto para a possibilidade de colapso iminente da Barragem Arroio São Luiz, em São Marcos, na Serra Gaúcha. Cerca de 170 pessoas que vivem nas áreas próximas à estrutura foram retiradas preventivamente e encaminhadas para locais seguros.
Segundo a Defesa Civil, aproximadamente 60 edificações estão dentro da área potencialmente atingida em caso de rompimento, incluindo uma escola. Um alerta por Cell Broadcast foi enviado à população às 15h53, com orientação para que os moradores se mantenham atentos e preparados para uma eventual evacuação.
A situação foi identificada após as equipes técnicas da Corsan constatarem trincas com vazamentos na estrutura do vertedouro e em partes do contraforte da barragem. A companhia acionou o Plano de Ação de Emergências (PAE) e intensificou o monitoramento do local.
A região registrou mais de 170 milímetros de chuva em 24 horas. De acordo com a Corsan, a retirada das famílias é uma medida preventiva e permanecerá até a conclusão de uma avaliação técnica contratada pela companhia. O laudo deverá apontar as condições da estrutura e definir quando será possível o retorno aos imóveis.
A Corsan informou ainda que o alerta é restrito aos imóveis localizados próximos à barragem e às margens do Rio Jaguari. As demais áreas de São Marcos, segundo a companhia, não estão sob risco.
A prefeita em exercício de São Marcos, Fabiana Dutra de Oliveira, informou que a evacuação das pessoas que vivem nas proximidades da barragem já começou. A escola localizada na área de alerta também foi evacuada.
A Defesa Civil estadual acompanha a situação por meio da 9ª Coordenadoria Regional, em conjunto com as equipes municipais, Corsan e demais órgãos de resposta. Um Gabinete Local de Incidente foi instalado no município para coordenar as ações.
As equipes técnicas permanecem no local realizando o monitoramento contínuo da estrutura. A orientação aos moradores da área de risco é seguir as determinações dos órgãos de emergência e deixar os imóveis caso seja determinada uma nova evacuação.






