Audiências Públicas discutem sobre a situação da SC-283 no Oeste de SC - ClicRDC | Notícias de Chapecó e do mundo

Audiências Públicas discutem sobre a situação da SC-283 no Oeste de SC

As audiências acontecem na próxima semana

Foto: Assessoria/Divulgação

A SC-283 que inicia em Concórdia e vai até Itapiranga no extremo-oeste é uma das principais rotas de escoamento da produção agroindustrial da região Oeste de Santa Catarina, ao lado da BR-282. A situação da rodovia é considerada preocupante, devido aos trechos bastante danificados. A SC-283 será pauta de duas Audiências Públicas  que serão realizadas na próxima sexta-feira (13) em Mondaí e Concórdia.

O deputado estadual Altair Silva (Progressistas), presidente da Frente Parlamentar em Defesa das Rodovias do Grande Oeste, e o deputado estadual Marcos Vieira (PSDB), presidente da Frente Parlamentar em Favor da Recuperação da SC-283, são proponentes das Audiências. Os eventos são abertos ao público e devem reunir lideranças políticas, empresários e a comunidade em geral.

A SC-283 é uma das vias mais importantes da região. Somos grandes produtores de aves, suínos, leite e grãos, e essa rodovia é utilizada para o escoamento dessa produção, por isso precisamos revitalizar ela, dando mais segurança aos usuários. Além de que, ela faz importante conexão aos acessos com os Estados vizinhos, Rio Grande do Sul e Paraná, permitindo ir até a Argentina”, comentou Altair.

Rodovia

A rodovia apresenta muitos buracos, ausência de sinalização e acostamento, além de diversos pontos com a vegetação invadindo a pista. Construída nos anos 80, a rodovia tem 233 quilômetros e passa por 15 municípios. Segundo os deputados, a rodovia nunca foi recuperada, apenas recebeu operações tapa-buraco de forma paliativa.


Foto: Assessoria/Divulgação

Em 2018, de janeiro a agosto, foram 174 acidentes, envolvendo mais de 260 veículos e deixando 12 vítimas fatais na rodovia. Somente em 2019 foram 8 vítimas fatais, em 179 acidentes. “A rodovia não oferece terceiras faixas, fazendo com que os motoristas forcem ultrapassagens em locais proibidos, contribuindo para essas estatísticas”, lamenta Altair.

A rodovia inicia em Concórdia e vai até Itapiranga, passando por Arabutã, Itá, Seara, Arvoredo, Chapecó, Guatambu, Planalto Alegre, Águas de Chapecó, São Carlos, Palmitos, Caibi, Riqueza e Mondaí.

Mondaí

Mondaí está em uma das extremidades pavimentadas da SC-283, isso porque a rodovia encerra em Itapiranga, onde o trecho entre os dois municípios não é pavimentado e tem pouco mais de 45 quilômetros.

Segundo a organização, para apresentar a importância de pavimentar a estrada que hoje é de chão e recuperar o restante da rodovia, a primeira audiência será realizada na capital da fruta, às 09h30, no Centro de Eventos anexo ao Parque da Fruta, na Avenida Porto Feliz.

Concórdia

Em Concórdia a audiência será na Câmara de Vereadores, a partir das 16h. A casa legislativa fica na Rua Leonel Mosele, 96, no centro do município. A solicitação para realizar o encontro em Concórdia partiu do vereador Edno Gonçalves (PDT) que aprovou um documento na Câmara e entregou ao deputado Altair.

Conforme Edno, é preciso discutir soluções urgentes, pois a rodovia corta diversos municípios da região. “Está em péssimas condições e não podemos mais esperar”, comentou. O evento também foi solicitado pelo presidente da Associação dos Vereadores do Alto Uruguai Catarinense (Avauc), vereador Vanderlei Canci, de Irani.  

Fundo das Rodovias

Como alternativa para a situação das rodovias do Estado, a exemplo da SC-283, o deputado Altair Silva apresentou na ALESC um projeto de lei que instituiu o Fundo de Manutenção e Conservação das Rodovias Estaduais. O projeto já recebeu moções de apoio de mais de 120 Câmaras de Vereadores no Estado. Na região, todos os municípios apresentaram o documento.

O fundo tem por objetivo destinar recursos exclusivamente para a manutenção e conservação das estradas catarinenses. Os recursos para o fundo são provenientes de no mínimo 10% do valor arrecadado do Imposto sobre Propriedade de Veículo Automotor (IPVA) pertencente ao Estado, mais 10% da receita estadual relativa a multas, e ainda da exploração comercial das faixas de domínio.

Também está previsto ao longo do projeto, a devolução voluntária de recursos financeiros que sobram da receita líquida dos Poderes Legislativo e Judiciário, do Ministério Público do Estado e do Tribunal de Contas. Doações de contribuintes em contrapartida de benefícios fiscais concedidos na forma de convênio através do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) também podem incrementar o fundo.

Conforme Altair Silva, os recursos do Fundo serão assegurados para investimento nas rodovias, seja com recuperação, sinalização, fiscalização e educação de trânsito. “A população quer saber onde é investido o valor arrecadado com as multas e com o IPVA que todos nós pagamos todos os anos. Precisamos que seja investido na melhoria das estradas. O projeto somente quer formalizar e fixar esses percentuais. Isso vai garantir mais transparência na arrecadação e aplicação dos recursos, além de garantir mais segurança aos usuários das vias”, ressalta Altair.