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Alesc promove seminário sobre doença celíaca e alerta para diagnóstico que pode levar mais de 10 anos

Especialistas, pacientes e familiares discutiram os desafios da doença autoimune, que exige dieta sem glúten e acompanhamento permanente

Foto: Jeferson Baldo/Agência Alesc

⚡ Em Resumo:

  • O que é: Seminário promovido pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina discutiu diagnóstico, tratamento e qualidade de vida de pessoas com doença celíaca.
  • Números principais: A doença pode atingir mais de 1% da população e o diagnóstico pode levar mais de 10 anos em alguns casos.
  • Onde: Plenarinho da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), em Florianópolis.
  • Quem afeta: Pessoas com doença celíaca, familiares, profissionais da saúde e a população que busca diagnóstico e tratamento.

O que foi debatido no seminário sobre doença celíaca?

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) realizou nesta quinta-feira (16) o primeiro seminário dedicado à doença celíaca. O encontro reuniu especialistas, pacientes, familiares e profissionais da saúde para ampliar o debate sobre diagnóstico, tratamento e qualidade de vida das pessoas que convivem com a doença.

Promovido com apoio da Comissão de Saúde e da Escola do Legislativo, o evento também buscou conscientizar a população sobre uma condição que ainda é pouco conhecida e frequentemente diagnosticada de forma tardia.

O que é a doença celíaca?

A doença celíaca é uma enfermidade autoimune desencadeada pela ingestão de glúten, proteína presente no trigo, cevada e centeio. Em pessoas geneticamente predispostas, o consumo provoca uma resposta do sistema imunológico que danifica o intestino delgado e compromete a absorção de nutrientes.

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Atualmente, não existe medicamento capaz de curar a doença. O tratamento consiste na exclusão permanente do glúten da alimentação e no acompanhamento médico e nutricional ao longo da vida.

Por que o diagnóstico pode demorar tantos anos?

Durante o seminário, o gastroenterologista Nelson Silveira Júnior destacou que a doença pode afetar mais de 1% da população, mas muitos pacientes convivem com o problema sem saber.

Segundo o especialista, o diagnóstico pode permanecer oculto por mais de uma década porque os sintomas são variados e, em muitos casos, confundidos com outras enfermidades. Há ainda pessoas que praticamente não apresentam manifestações clínicas, dificultando a identificação da doença.

Quais são os principais sintomas da doença celíaca?

Os sintomas mais comuns incluem diarreia crônica, perda de peso, anemia, osteoporose precoce e atraso no crescimento infantil.

Entretanto, a doença também pode provocar alterações na pele, infertilidade, abortos recorrentes, enxaquecas, problemas neurológicos e até demência reversível quando tratada corretamente. Especialistas ressaltam que, devido à predisposição genética, familiares de pessoas diagnosticadas também devem ficar atentos.

Como é feito o diagnóstico?

O exame de anti-transglutaminase é um dos principais métodos utilizados para identificar a doença, pois detecta anticorpos produzidos pelo organismo em resposta ao glúten.

Nos adultos, a endoscopia também faz parte da investigação e do acompanhamento dos pacientes, permitindo avaliar os danos causados ao intestino delgado.

Quais cuidados são necessários após o diagnóstico?

A nutricionista Fabiana Torma Botelho explicou que o controle da doença vai além da alimentação. É preciso atenção à contaminação cruzada durante o preparo dos alimentos e até à presença de glúten em medicamentos, suplementos e alguns cosméticos.

Além da alimentação, o seminário destacou a importância do acompanhamento psicológico, já que a mudança de hábitos impacta toda a rotina do paciente e de sua família. Representantes de associações de celíacos também defenderam mais conscientização e políticas públicas para garantir inclusão e qualidade de vida.

Com informações da Agência Alesc.

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