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Doença de Newcastle: granja em Nova Itaberaba passa por medidas sanitárias e vigilância chega a raio de 10 km

Dois galpões foram depopulados após a confirmação do foco. Nove equipes visitam propriedades rurais para identificar possíveis sinais da doença

Foto: Ascom/Cidasc

As medidas sanitárias após a confirmação de um foco de Doença de Newcastle em uma granja de Nova Itaberaba, no Oeste de Santa Catarina, avançaram nesta semana. Os dois galpões da propriedade foram depopulados na segunda e terça-feira (19 e 20), enquanto equipes de vigilância começaram a inspecionar outras propriedades rurais em um raio de até 10 quilômetros.

Os trabalhos são coordenados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), com apoio de outras instituições.

Quais medidas foram adotadas na granja com o foco?

A propriedade foi isolada por uma barreira física, com acesso restrito aos profissionais envolvidos nos trabalhos. Também foi instalado um sistema de desinfecção nas entradas e saídas para reduzir o risco de disseminação do vírus.

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Equipamentos, insumos utilizados na granja e carcaças das aves estão sendo enterrados em uma vala vistoriada e aprovada pelas autoridades ambientais na terça-feira (20). A propriedade ainda passará por um processo de desinfecção.

Como funciona a vigilância nas propriedades próximas?

Nove equipes estão atuando na região, cada uma composta por pelo menos um médico-veterinário. Os profissionais visitam granjas comerciais e criações de aves para subsistência em um raio de até 10 quilômetros do foco confirmado.

As primeiras propriedades priorizadas são as mais próximas da granja afetada e aquelas com previsão de envio de aves para abate nos próximos dias. O objetivo é verificar possíveis sinais da doença e permitir uma resposta rápida caso sejam identificadas suspeitas.

O que é a Doença de Newcastle e quais são os sintomas?

A Doença de Newcastle é uma enfermidade viral altamente contagiosa que afeta aves domésticas e silvestres. Pode provocar perdas nos plantéis e prejuízos econômicos para a avicultura.

Entre os principais sinais estão crista e barbela inchadas ou arroxeadas, corrimento nasal e ocular, diarreia, torcicolo, falta de apetite, redução no consumo de água e ração e queda na produção de ovos.

A doença oferece risco para os seres humanos?

Segundo a Cidasc, o risco para humanos é baixo. Pessoas que tenham contato direto com aves contaminadas podem apresentar conjuntivite.

A companhia também esclarece que não há transmissão pelo consumo de alimentos. Carne de aves e ovos provenientes de estabelecimentos registrados em serviço de inspeção sanitária são considerados seguros para consumo.

O que o produtor deve fazer ao identificar sintomas nas aves?

Produtores rurais que observarem sinais suspeitos devem entrar em contato com o escritório local da Cidasc ou registrar a notificação pelo sistema e-Sisbravet, disponível em bit.ly/SISBRAVET.

A comunicação rápida ajuda a defesa agropecuária a investigar a suspeita e, se necessário, adotar medidas para conter a doença.

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