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Ex-companheiro de mulher morta em Ipira é denunciado por feminicídio após vítima acionar botão do pânico

Daiana Gisele Müller, de 38 anos, tinha medida protetiva contra o acusado, que permanece preso preventivamente; Ministério Público pede julgamento pelo Tribunal do Júri.


O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou por feminicídio o ex-companheiro de Daiana Gisele Müller, de 38 anos, assassinada no dia 20 de outubro, na comunidade de Linha Capelinha, no interior de Ipira, no Meio-Oeste catarinense. A vítima tinha uma medida protetiva contra o acusado e chegou a acionar o botão do pânico pouco antes de ser morta.

A denúncia foi divulgada nesta quinta-feira (5) pela 2ª Promotoria de Justiça de Capinzal. O homem permanece preso preventivamente, e o Ministério Público busca levá-lo a julgamento pelo Tribunal do Júri.

O que aconteceu antes da morte de Daiana Gisele Müller?

Daiana e o ex-companheiro mantiveram um relacionamento durante 16 anos e tiveram dois filhos, atualmente com 8 e 13 anos.

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Segundo o Ministério Público, após a separação, em abril, o homem teria começado a enviar mensagens com ameaças à vítima. Em uma delas, conforme a denúncia, ele afirmava que, caso Daiana não retomasse o relacionamento, ela não ficaria com mais ninguém.

No dia 8 de outubro, a mulher procurou a Polícia Civil e registrou um boletim de ocorrência por ameaça. No dia seguinte, a Justiça concedeu uma medida protetiva que proibia o ex-companheiro de manter contato com ela e determinava uma distância mínima de 100 metros.

Como a vítima foi encontrada pela Polícia Militar?

Na manhã de 20 de outubro, Daiana acionou o botão do pânico, dispositivo utilizado para solicitar ajuda em situações de risco.

A Polícia Militar foi até a residência da vítima, na comunidade de Linha Capelinha, e encontrou o imóvel arrombado. Como a mulher e o ex-companheiro não estavam no local, os policiais iniciaram buscas nas proximidades.

Durante as diligências, o corpo de Daiana foi encontrado submerso em um riacho, com ferimentos provocados por golpes de faca.

Horas depois, o suspeito se apresentou à polícia em Presidente Castello Branco, município vizinho, e confessou o crime. Ele foi preso em flagrante e teve a prisão preventiva decretada durante a audiência de custódia.

O que aponta a denúncia do Ministério Público?

Conforme o MPSC, o acusado teria descumprido a medida protetiva ao se dirigir até a residência de Daiana. A denúncia também aponta que o crime teria sido motivado pelo inconformismo do homem com o fim do relacionamento.

A 2ª Promotoria de Justiça de Capinzal apresentou a acusação de feminicídio e busca a responsabilização criminal do investigado.

O homem permanece preso preventivamente. Com o andamento do processo, caberá à Justiça decidir se ele será submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.

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