
Dois trens de alta velocidade colidiram na Espanha nesta quarta-feira (28), deixando ao menos 31 mortos e 80 feridos, conforme informações divulgadas pelas autoridades locais. O acidente ocorreu entre as cidades de Mora e Orgaz, na região de Castilla-La Mancha, e provocou o descarrilamento de vagões.
A colisão envolveu um trem operado pela Iryo e outro da Renfe. Segundo a porta-voz do governo regional, Ester Padilla, 147 pessoas viajavam na composição da Iryo e 397 na da Renfe. O número de vítimas ainda pode aumentar.
O acidente ocorreu pouco depois das 9h no horário local, equivalente às 5h em Brasília. As causas da colisão estão sendo investigadas.
Imagens divulgadas após o acidente mostram vagões descarrilados, estruturas metálicas retorcidas e destroços espalhados em um aterro próximo à linha férrea. Equipes de emergência foram mobilizadas para atender as vítimas e realizar os resgates.
O que se sabe sobre as causas do acidente?
Uma fonte ouvida pela agência Reuters informou que o trem da Iryo estaria parado nas proximidades de Toledo por determinação da Adif, empresa responsável pela infraestrutura ferroviária espanhola, devido a uma falha de sinalização. A composição teria sido atingida pelo trem da Renfe.
A informação ainda não representa uma conclusão oficial sobre as causas da colisão. As circunstâncias do acidente seguem sob apuração.
A circulação ferroviária entre Madri, Ciudad Real e a região da Andaluzia foi suspensa após a ocorrência.
Como passageiros descreveram o acidente?
Passageiros relataram um impacto forte e momentos de desespero. Miguel, que viajava no último vagão de uma das composições com colegas, contou à rádio COPE que ouviu um estrondo intenso, com duração de aproximadamente dez segundos.
Eduarda, passageira do trem da Iryo, relatou à rádio Cadena SER que foi jogada para a frente com o impacto. Inicialmente, pensou que o trem havia realizado uma parada de emergência. A gravidade da situação ficou evidente quando ela viu pessoas feridas e recebeu orientações para deixar a composição.
O prefeito de Los Yébenes, Jesús Pérez Martín, também descreveu a situação como uma tragédia grave, com relatos de ferimentos severos.
Como as autoridades reagiram à tragédia?
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, manifestou solidariedade às vítimas e aos familiares. A ministra da Saúde, Mónica García, pediu que a população doasse sangue para ajudar no atendimento aos feridos.
O rei Felipe VI também lamentou o acidente e expressou condolências às famílias das vítimas. No âmbito internacional, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente da França, Emmanuel Macron, manifestaram pesar pela tragédia.
As autoridades locais também organizaram medidas para apoiar o atendimento aos sobreviventes. O prefeito de Urda, Manuel Galán, afirmou que os serviços de emergência solicitaram a preparação de um ginásio poliesportivo para receber feridos.
A agenda oficial de Pedro Sánchez foi cancelada, assim como eventos de campanha do Partido Popular, principal força de oposição no país.






