
O adolescente de 13 anos que foi baleado na cabeça em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, recebeu alta hospitalar na manhã desta terça-feira (20) e voltou para casa. Ele estava internado no Hospital Regional do Oeste (HRO) desde o dia 10 de outubro, quando foi atingido por um disparo de arma de fogo.
Um vídeo publicado pela mãe nas redes sociais mostra o menino deixando o hospital em uma cadeira de rodas, abraçado a um bicho de pelúcia. Na publicação, ela agradeceu às pessoas que torceram pela recuperação do filho e o chamou de “meu milagre”.
O disparo ocorreu durante um encontro de amigos no bairro Efapi. Conforme informações da equipe do serviço aeromédico que prestou atendimento, o projétil atingiu a região frontal do crânio e saiu pela parte de trás da cabeça. O adolescente foi intubado, recebeu transfusão de sangue durante o socorro e foi transportado de helicóptero até o HRO.
No hospital, ele passou por um procedimento neurocirúrgico. No dia 13 de outubro, deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Na semana passada, a Secretaria de Estado da Saúde informou que o quadro era estável e que o menino estava comunicativo.
Como aconteceu o disparo
Segundo a investigação, o tiro foi disparado por outro adolescente, também de 13 anos, na casa dele, onde o grupo de amigos estava reunido. O garoto teria se irritado com a bagunça, pegado uma pistola calibre 9 mm do pai, guardada em um guarda-roupa, e efetuado o disparo.
À Polícia Militar, o adolescente teria dito que queria dar um susto nos amigos. Ele retirou o carregador da arma, mas havia uma munição na câmara.
O pai do adolescente, de 52 anos, registrado como colecionador, atirador desportivo e caçador (CAC), foi autuado por omissão de cautela, por deixar a arma em local de fácil acesso. Ele não ficou preso.
O adolescente apontado como autor do disparo teve a internação provisória determinada pela Justiça por até 45 dias, a pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Ele é investigado por ato infracional análogo à tentativa de homicídio.
A investigação está a cargo da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI) de Chapecó. A defesa da família do adolescente afirma que o disparo foi acidental, durante uma brincadeira, e que o garoto pediu ajuda aos vizinhos logo após o ocorrido.






