
O Quênia confirmou mais um caso de ebola neste domingo (18), elevando para oito o total de infecções registradas no país. Ao mesmo tempo, a República Democrática do Congo confirmou novos casos em Nord-Ubangi, ampliando para oito o número de províncias atingidas pelo surto.
Segundo as informações divulgadas pelas autoridades, a epidemia no Congo já provocou pelo menos 9.400 casos e mais de 4.500 mortes desde que foi declarada, em meados de maio. O avanço geográfico da doença mantém os órgãos de saúde em alerta, apesar de sinais de redução de alguns focos de transmissão.
Quantos casos de ebola foram confirmados no Quênia?
O Quênia confirmou oito casos de ebola até domingo (18). O mais recente é de um homem de 49 anos que não trabalha na área da saúde e apresentou febre, dor de cabeça e dores musculares.
De acordo com Patrick Amoth, diretor-geral de Saúde do país, 38 pessoas foram testadas naquele dia, e uma delas recebeu resultado positivo. O paciente foi separado das demais pessoas que estavam em quarentena após o surgimento dos sintomas.
As autoridades investigam a cadeia de transmissão para identificar outros possíveis contatos e evitar que a doença se espalhe.
Como o novo paciente foi infectado no Quênia?
Segundo as autoridades quenianas, o homem de 49 anos acompanhava um paciente infectado e realizava a limpeza de utensílios e roupas de cama. A suspeita é de que tenha sido exposto ao vírus durante esse contato.
O primeiro caso registrado no país foi de um homem que viajou da República Democrática do Congo para Nairóbi, capital do Quênia. Ele morreu em um hospital no dia 5 de outubro.
O novo paciente começou a apresentar sintomas no sábado (17) e teve a infecção confirmada no domingo (18), conforme informações divulgadas por autoridades de saúde.
Quantas mortes o surto de ebola provocou no Congo?
A República Democrática do Congo registra pelo menos 9.400 casos e mais de 4.500 mortes relacionadas ao surto, de acordo com os números divulgados pelas autoridades citadas na reportagem original.
A epidemia foi declarada em meados de maio e é descrita pelas autoridades como a mais mortal da história do país. A expansão para novas áreas dificulta as ações de vigilância, isolamento de pacientes e atendimento médico.
O diretor regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a África, Mohamed Yakub Janabi, afirmou que alguns focos apresentam redução, mas a doença continua se espalhando geograficamente. Ele também destacou que parte das mortes ocorre nas próprias comunidades, antes que os pacientes consigam chegar a uma unidade de saúde.
Em quais regiões do Congo o ebola está se espalhando?
O Ministério da Saúde da República Democrática do Congo confirmou dois casos em Nord-Ubangi, província localizada no norte do país e que faz fronteira com a República Centro-Africana. Um dos pacientes morreu.
Os dois infectados eram homens na faixa dos 20 anos e viviam na região de Wapinda, próxima à província de Bas-Uele, onde já haviam sido identificados casos da doença.
Com essas confirmações, o vírus chegou à oitava província afetada pelo surto. A expansão territorial aumenta a preocupação das autoridades com o deslocamento de pessoas entre diferentes regiões.
Quais medidas foram adotadas para conter o surto de ebola?
Autoridades de Kivu do Norte anunciaram restrições com início previsto para segunda-feira (19), segundo informações da agência estatal de notícias ACP. As medidas incluem limitar por uma semana a entrada de pessoas provenientes de Ituri.
Também foram anunciadas restrições ao transporte de passageiros, com proibição de motocicletas levando mais de duas pessoas e carros com mais de quatro ocupantes. Grandes aglomerações públicas devem ser suspensas, incluindo eventos esportivos de massa, atividades em casas noturnas e manifestações políticas.
As medidas buscam reduzir o deslocamento de pessoas e limitar as oportunidades de transmissão em uma região onde, segundo a OMS, a circulação do vírus continua significativa.
Existe vacina ou tratamento aprovado para essa variante do ebola?
O surto é causado pelo vírus Bundibugyo, uma variante rara do ebola para a qual, segundo a reportagem original, não há vacina nem tratamento aprovados especificamente.
A ausência de opções aprovadas para essa variante dificulta a resposta à epidemia. O controle depende de medidas como identificação rápida dos casos, isolamento dos pacientes, acompanhamento de contatos e atendimento médico adequado.
A atuação das equipes de saúde também enfrenta obstáculos relacionados à violência de grupos rebeldes, à desconfiança de parte da população, ao deslocamento de comunidades e às condições de trabalho dos profissionais envolvidos no combate à doença.
Quais países da África já registraram casos do surto?
A República Democrática do Congo e o Quênia estão entre os países afetados pelas infecções relatadas na região. Uganda informou posteriormente que estava livre da doença, enquanto a República Centro-Africana não havia registrado casos confirmados até a publicação da reportagem original.
A situação continua sendo monitorada pelas autoridades sanitárias e pela Organização Mundial da Saúde. A expansão para novas áreas reforça a necessidade de vigilância epidemiológica, especialmente em regiões com circulação frequente de pessoas e dificuldades de acesso aos serviços de saúde.
Fonte: G1






