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Monitoramento da cigarrinha-do-milho gera impacto econômico de R$ 321,7 milhões em Santa Catarina

Programa da Epagri contribuiu para reduzir perdas nas lavouras em 2025; estimativa aponta ganho líquido de R$ 1.582,55 por hectare com a adoção do manejo recomendado.

Foto: Divulgação/Epagri

O monitoramento da cigarrinha-do-milho gerou um impacto econômico de R$ 321,7 milhões para a agricultura de Santa Catarina em 2025. O resultado está relacionado à redução das perdas provocadas pela praga e pelo complexo de enfezamentos e viroses que afetam a cultura. Os dados são do Balanço Social da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

O resultado foi obtido por meio do programa Monitora Milho SC, que acompanha a ocorrência da cigarrinha-do-milho e dos patógenos associados, além de fornecer informações técnicas para orientar o manejo nas lavouras.

De acordo com Alberto Höfs, supervisor de pesquisa da Epagri/Cepaf e responsável pelos cálculos de efetividade do programa, a adoção das estratégias recomendadas apresentou retorno econômico aos produtores. Considerando o preço médio de comercialização do milho em R$ 1,15 por quilo, a diferença de produtividade registrada na safra 2024/25 representou um ganho líquido estimado de R$ 1.582,55 por hectare cultivado.

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Manejo contribui para reduzir perdas na produção

A cigarrinha-do-milho é considerada uma das principais pragas da cultura e pode transmitir agentes causadores de doenças que comprometem o desenvolvimento das plantas e reduzem a produtividade.

Conforme os cálculos apresentados pela Epagri, a ausência de manejo representaria uma perda de produtividade estimada em 17,5%. Com a adoção das técnicas recomendadas de controle, foi observado um aumento de 21,2% na produção por hectare durante a safra 2024/25.

Esta é a primeira vez, desde o lançamento do Monitora Milho SC, em 2021, que o impacto econômico do programa sobre a produção foi mensurado. Para a coordenadora da iniciativa, a pesquisadora Maria Cristina Canale, o resultado demonstra a importância da pesquisa científica e da extensão rural para apoiar decisões no campo e reduzir prejuízos.

Programa reúne dados de cinco safras

O Monitora Milho SC foi implantado na safra 2021/22, quando a cigarrinha avançou rapidamente pelas lavouras catarinenses. Naquele período, a produtividade média estadual caiu para aproximadamente 5.487 quilos por hectare, uma redução de 29% em relação ao ano anterior, segundo a Epagri.

A partir desse cenário, foi organizado um comitê com a participação da Epagri e de instituições como Cidasc, Udesc, Ocesc, Fetaesc, Faesc, CropLife Brasil e Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária. A proposta foi transformar os dados de monitoramento em orientações técnicas para os agricultores, contribuindo também para evitar o uso indiscriminado de inseticidas.

Ao longo de cinco safras, o programa analisou quase 10 mil armadilhas e processou cerca de 10 mil amostras. Também foram realizadas mais de 33 mil análises por PCR, método utilizado para identificar os patógenos associados à praga.

A iniciativa produz aproximadamente 40 informes técnicos por ano, totalizando cerca de 200 documentos disponibilizados ao setor produtivo. O monitoramento abrangeu entre 15 e 55 municípios, conforme a época e a safra acompanhada.

Informações auxiliam decisões dos produtores

Os dados coletados permitem acompanhar a incidência da cigarrinha-do-milho e a presença de patógenos nas diferentes regiões produtoras. As informações são disponibilizadas no site da Epagri e no aplicativo EpagriMob, para auxiliar os agricultores na definição das estratégias de manejo.

Segundo a pesquisadora Maria Cristina Canale, a ampliação da rede de monitoramento e o aperfeiçoamento das análises laboratoriais contribuíram para melhorar a qualidade das informações fornecidas aos produtores.

O trabalho também conta com a atuação de extensionistas rurais e profissionais da Cidasc, que auxiliam na orientação técnica e na disseminação das recomendações junto às propriedades agrícolas.

Para a Epagri, o monitoramento fortalece a integração entre pesquisa, extensão rural e setor produtivo, oferecendo subsídios para reduzir riscos, preservar a produtividade e contribuir para a estabilidade da renda das famílias que dependem da produção de milho em Santa Catarina.

Com informações da Epagri.

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