
O jornalista e escritor Sílvio Barsetti morreu na noite de segunda-feira (12), aos 61 anos, no Rio de Janeiro. Ele estava internado desde domingo (11), no Hospital Vitória, na Barra da Tijuca, e fazia tratamento contra um câncer de pele.
Com uma carreira marcada pela cobertura esportiva e por reportagens sobre os bastidores do poder, Barsetti atuava como assessor da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A entidade lamentou a morte do profissional, que também se destacou como autor de livros sobre política e futebol.
Qual era a trajetória de Sílvio Barsetti no jornalismo?
Formado pela Faculdade Hélio Alonso em 1988, Sílvio Barsetti trabalhou em importantes veículos de comunicação do país, como Jornal dos Sports, Jornal do Brasil, O Dia, O Estado de S. Paulo e o portal Terra.
No Estadão, foi coordenador de esportes da sucursal do Rio de Janeiro por cerca de 20 anos. Ao longo da carreira, também cobriu os bastidores da Confederação Brasileira de Futebol e acompanhou a Seleção Brasileira.
Torcedor declarado do América-RJ, Barsetti construiu uma reputação de jornalista especializado em reportagens investigativas e nos bastidores do futebol nacional.
Quais livros Sílvio Barsetti escreveu?
Entre as obras publicadas pelo jornalista está “A Farra dos Guardanapos: O Último Baile da Era Cabral”, livro que aborda o auge e a queda do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral.
Barsetti também escreveu “O Outro Lado do Poder: A História da Política Brasileira pela Ótica das Prostitutas”, obra em que explorou relações entre política e poder sob uma perspectiva pouco convencional.
Por que Sílvio Barsetti foi ouvido pela CPI da Máfia do Futebol?
Em 2016, o jornalista foi ouvido pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Máfia do Futebol, instalada no Senado Federal para investigar denúncias de corrupção envolvendo dirigentes da Fifa e da CBF.
A comissão apurava suspeitas de pagamento de propinas relacionadas à comercialização de jogos e aos direitos de marketing de competições esportivas. As investigações tiveram repercussão internacional após a prisão de dirigentes da Fifa, entre eles o ex-presidente da CBF José Maria Marin.
Como a CBF homenageará Sílvio Barsetti?
O diretor de Comunicação da CBF, Fabio Seixas, lamentou a morte do jornalista e destacou suas qualidades profissionais e pessoais.
“Sílvio era um enorme jornalista, querido por todo o meio. Engraçado, divertido, ácido, perspicaz, brigador, dono de um texto impecável e um grande companheiro de trabalho”, afirmou.
Como homenagem, será realizado um minuto de silêncio antes do amistoso entre a Seleção Brasileira Feminina e a Argentina, marcado para esta terça-feira (13), na Arena de Pernambuco, em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife.







