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Piloto ferido destrancou cabine e permitiu que passageiros contivessem agressor em voo da Flydubai

Capitão Smit Machchhar teria aberto a porta por dentro mesmo após ser ferido durante o ataque de um colega. Investigação busca esclarecer como os passageiros conseguiram acessar o local.


A atuação do comandante Smit Machchhar foi apontada como decisiva para que passageiros e tripulantes conseguissem conter um piloto durante uma ocorrência a bordo de um avião da Flydubai, na quarta-feira (30). O episódio, tratado pelas autoridades israelenses como uma aparente tentativa de sequestro, provocou uma situação de emergência durante o voo.

Segundo informações divulgadas pelo Ministério das Relações Exteriores de Israel, Machchhar, mesmo ferido, conseguiu destrancar a porta da cabine de comando por dentro. A abertura permitiu que passageiros israelenses e integrantes da tripulação dos Emirados Árabes Unidos interviessem e imobilizassem o agressor.

Como os passageiros conseguiram entrar na cabine de comando?

De acordo com a versão apresentada pelas autoridades israelenses, o próprio comandante destrancou a porta da cabine após ser atacado pelo colega. A medida permitiu que passageiros e tripulantes entrassem no espaço restrito e ajudassem a conter o piloto.

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O caso chamou a atenção porque as portas das cabines de comando possuem sistemas reforçados de segurança, desenvolvidos para impedir invasões e tentativas de sequestro.

O que aconteceu durante o ataque no avião?

Conforme as informações divulgadas até o momento, um dos pilotos teria atacado o colega dentro da cabine de comando. Durante a ocorrência, a aeronave chegou a apresentar uma descida acentuada.

Os passageiros conseguiram conter o agressor, enquanto a intervenção permitiu que a situação fosse controlada e a aeronave estabilizada.

O piloto Smit Machchhar, da Índia, foi identificado como o comandante ferido no episódio.

Por que a porta da cabine de comando é tão difícil de abrir?

As medidas de segurança da aviação foram reforçadas após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos. Entre as mudanças, estão portas resistentes, fechaduras especiais e estruturas projetadas para dificultar o acesso não autorizado à cabine.

O coronel da reserva da Força Aérea dos Estados Unidos e médico de emergência Josh McConkey explicou que, em condições normais, a entrada depende de uma liberação feita pelo interior da cabine.

Segundo ele, a possibilidade de o comandante ter conseguido destrancar a porta mesmo gravemente ferido torna o episódio especialmente incomum.

O que a investigação pretende esclarecer?

Os investigadores devem analisar os dados registrados durante o voo e as gravações de áudio da cabine de comando. Também estão previstas entrevistas com tripulantes, pilotos que estavam fora de serviço e passageiros.

Entre os pontos que precisam ser esclarecidos estão a sequência do ataque, as circunstâncias em que a porta foi aberta e a atuação das pessoas que conseguiram conter o agressor.

As informações foram divulgadas pela CNN, com base em declarações de autoridades israelenses e especialistas em aviação.

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