
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, propôs uma revisão independente dos processos de tomada de decisão da entidade e consultas sobre mudanças na governança. A iniciativa, porém, foi recebida com ressalvas por dirigentes de federações da Alemanha, Holanda, Suécia e País de Gales.
A proposta foi apresentada em uma carta enviada às 211 federações-membro da Fifa e divulgada na segunda-feira (21). O documento surgiu após a repercussão negativa de uma tentativa de venda de participação nas operações comerciais da entidade.
O que Gianni Infantino propôs para a Fifa?
Infantino propôs uma análise independente dos processos de tomada de decisão da Fifa, além de consultas com confederações, associações-membro e outros setores envolvidos no futebol.
O presidente também afirmou que as posições das federações sobre propostas ou questões de governança não interfeririam no tratamento recebido por elas. Segundo a carta, os programas de desenvolvimento e solidariedade continuariam seguindo as regras atuais.
Por que a proposta de Infantino foi questionada?
Parte das federações considera que as medidas anunciadas não respondem a questões mais amplas relacionadas à liderança e à estrutura de governança da Fifa.
A Federação Alemã de Futebol (DFB), por exemplo, afirmou que a iniciativa está relacionada à tentativa de Infantino de buscar um novo mandato. O presidente da entidade alemã e integrante do Conselho da Fifa, Bernd Neuendorf, disse que a carta representa uma estratégia para a reeleição.
A Federação Holandesa de Futebol (KNVB) também afirmou que as propostas não foram suficientes para recuperar a confiança, embora reconheça que alguns pontos estejam alinhados com reivindicações feitas anteriormente.
O que aconteceu com o plano de investimento privado da Fifa?
A Fifa abandonou em julho uma proposta para vender uma participação de 20% em suas operações comerciais, incluindo direitos relacionados à Copa do Mundo.
A iniciativa enfrentou oposição de confederações continentais. Uefa, Confederação Asiática de Futebol e Concacaf questionaram a condução do processo e alegaram falta de consulta adequada.
Após o episódio, a Uefa manifestou perda de confiança na liderança de Infantino.
O que dizem as federações da Suécia e do País de Gales?
O presidente da Federação Sueca de Futebol, Simon Astrom, afirmou que parte da proposta está de acordo com reivindicações antigas da entidade, mas avaliou que as medidas chegaram depois do que a federação considerava necessário.
Astrom também afirmou que a posição da Suécia sobre a necessidade de mudança na liderança da Fifa não foi alterada pela carta.
No País de Gales, o diretor-executivo da federação, Noel Mooney, questionou a descrição das medidas como um amplo pacote de reformas. Segundo ele, a proposta trata principalmente de projetos e iniciativas estratégicas, e não de uma reforma estrutural da Fifa.
Quando será a próxima eleição para presidente da Fifa?
A próxima eleição presidencial da Fifa está prevista para março de 2027, e Gianni Infantino é candidato à reeleição.
Segundo informações citadas pela Reuters, os possíveis adversários enfrentam dificuldades para encontrar um nome disposto a disputar a presidência. Nesse contexto, parte dos críticos passou a defender mudanças que reduzam os poderes concentrados na presidência da entidade.
O que está em discussão sobre o futuro da Fifa?
A discussão envolve tanto os processos internos de tomada de decisão quanto a forma como a entidade conduz suas relações com as federações e confederações.
Enquanto Infantino propõe consultas e uma análise independente dos processos decisórios, dirigentes de diferentes federações defendem mudanças mais amplas na governança e questionam a permanência da atual liderança.
Com informações da Agência Brasil







