
Estudantes do 5º ano da EBM Clara Urmann Rosa, em Chapecó, estão aprendendo sobre manifestações das culturas indígena e africana durante as aulas de Educação Física. A proposta, desenvolvida pelo professor José de Barros Silva Neto, apresenta diferentes práticas corporais e os significados que elas possuem em suas culturas de origem.
Entre as atividades realizadas está a vivência do Huka-Huka, luta tradicional praticada por povos indígenas do Mato Grosso, especialmente na região do Xingu. A experiência permitiu que os estudantes conhecessem as regras, a história e as simbologias relacionadas à modalidade.
“Essa é uma luta muito praticada no Mato Grosso, pelos povos indígenas do Xingu. Nessa proposta, as crianças tiveram a oportunidade de conhecer a história dessa luta, suas simbologias, regras e como ela é praticada naquela região”, explica o professor.
Durante a atividade, os estudantes também trabalharam habilidades motoras como equilíbrio, coordenação e controle corporal. Os movimentos de desestabilização característicos do Huka-Huka fizeram parte da experiência.
O estudante Ikaro Lorran Ferreira Silva explicou algumas das regras aprendidas. “Você precisa ficar de joelhos e seguir as regras. Por exemplo, não pode empurrar. Você precisa derrubar o adversário ou tirar ele do tatame para marcar o ponto”, relata.
A proposta também abordou as pinturas corporais e faciais e os diferentes significados atribuídos a elas dentro das culturas indígenas. Os estudantes puderam conhecer algumas dessas simbologias e escolher pinturas para representar determinados significados.
A estudante Maria Elisa Bosa Zonini contou o que aprendeu durante a atividade. “Cada pintura tem um significado. Eu escolhi uma pintura que significa uma mulher destemida e corajosa. A pintura em formato de cobra significa uma pessoa guerreira e observadora, e as flechas significam uma pessoa rápida”, comenta.
Segundo o professor José de Barros Silva Neto, a atividade busca ampliar o conhecimento dos estudantes sobre as manifestações culturais dos povos originários e estimular o respeito à diversidade.
“Essa atividade mostra aos estudantes a importância de conhecer os significados e as formas de manifestações culturais indígenas, ampliando a compreensão sobre diversidade cultural brasileira, a valorização e o respeito à história, aos saberes e às tradições dos povos originários”, conclui.





