
⚡ Em Resumo:
- O que é: Seminário do Agosto Lilás debateu a prevenção da violência contra a mulher e a atuação integrada da rede de proteção.
- Números principais: O evento destacou a Lei Federal 13.431/2017 e a Rede Catarina, criada em 2017 em Chapecó.
- Onde: O seminário foi realizado no Plenarinho Deputado Paulo Stuart Wright, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, em Florianópolis.
- Quem afeta: Profissionais e instituições que atuam no atendimento e proteção de mulheres, crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência.
O Agosto Lilás, mês dedicado à prevenção e ao enfrentamento da violência contra a mulher, foi tema de um seminário realizado nesta quinta-feira (28), no Plenarinho Deputado Paulo Stuart Wright, em Florianópolis.
Organizado pelo Conselho Tutelar de Florianópolis, o evento destacou a importância da atuação integrada entre instituições que fazem parte da rede de proteção e da capacitação dos profissionais que atendem vítimas de violência.
Por que a atuação em rede é importante no combate à violência?
A integração entre diferentes instituições permite ampliar o atendimento às vítimas e facilitar o acesso aos serviços de proteção. Durante o seminário, representantes de órgãos públicos e entidades destacaram a necessidade de um acolhimento adequado e de ações coordenadas.
A conselheira Deise Farias, do Conselho Tutelar do Continente, ressaltou que o atendimento deve seguir os padrões estabelecidos pela Lei Federal 13.431/2017, especialmente nos casos que envolvem crianças e adolescentes.
Como deve ser o atendimento às vítimas de violência?
A psicóloga Anna Silva Raccioppi, que atua na Delegacia de Proteção à Criança, à Mulher e ao Idoso, destacou a importância de garantir o direito de fala às vítimas durante o atendimento.
Segundo ela, o cuidado também deve alcançar crianças que presenciam situações de violência, evitando que elas sejam submetidas a uma nova situação de violência durante o atendimento pela rede de proteção.
O que é a Rede Catarina da Polícia Militar?
A cabo Andressa Chaves, da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), apresentou o trabalho desenvolvido pela Rede Catarina de Proteção à Mulher.
O programa atua principalmente no acompanhamento de mulheres que possuem medidas protetivas. A iniciativa começou em 2017, em Chapecó, e posteriormente foi ampliada para outros batalhões da Polícia Militar em Santa Catarina.
Segundo Andressa, o acompanhamento busca direcionar as vítimas para os serviços necessários, incluindo atendimento psicológico e possibilidade de acolhimento em abrigo.
Quais outros órgãos participaram das discussões?
O seminário também abordou a atuação da Auditoria Fiscal do Trabalho na proteção de mulheres e meninas submetidas à exploração laboral, discriminação de gênero ou assédio no ambiente profissional.
As ações contam com a participação de diferentes instituições, entre elas Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Ministério Público e as polícias Civil e Militar.
O Sest/Senat também apresentou uma experiência de cine debate voltada à sensibilização de trabalhadores e colaboradores do setor de transporte sobre a violência contra jovens submetidas à prostituição.
Como buscar ajuda em casos de violência contra a mulher?
Durante o evento, foi reforçada a importância de orientar as vítimas sobre os serviços disponíveis na rede de proteção. O atendimento pode envolver suporte psicológico, acolhimento e acompanhamento de medidas protetivas.
Fonte: ALESC






